Pela minha parte estou já preparado para nos próximos temos chatear muita gente.
Assim termina
a resolução de ano novo da presidência do
liberalismo tuga.
Armada a malta do
progresso com a nova
boa lei, saliva já, no dia 1, pela oportunidade de meter o bedelho, acompanhada da ASAE, da Inspecção Geral do Trabalho e das demais agências armadas da coerção pela
boa causa, nas relações humanas e profissionais, bem como na casa dos outros.
Afinal, a oportunidade de guiar pela mão os pobres estúpidos, incautos e ignorantes que ainda não foram expostos à
Verdade revelada é algo que faz concerteza salivar qualquer bom planeador central que se preze.
Mais
ao lado, vaticina-se até o dia de hoje como o Dia da Liberdade. Todos os atentados ao contribuinte, todas as intromissões na vida privada, os abusos, as perversões e os desvarios (impostos no passado por outros tantos
iluminados) do estado omnipresente no nosso dia-a-dia aparentemente acabaram hoje, porque finalmente uns quantos vão poder exercer o seu direito humano e fundamental a comer uma sandoca no centro comercial sem que ninguém à sua volta esteja a fumar.
A exercer o seu direito egoísta, sustentado pelo braço coercivo do estado, a ditar e a impor as regras e o que é
tolerável ou
aceitável nos sítios que frequentam, senhores do politicamente correcto em casa alheia.
São estas as prioridades dos
liberais tuga. Apoiar as
boas leis e depois arregaçar as mangas para
chatear o próximo. Nada que, afinal, nos surpreenda particularmente, mas que não podemos deixar de assinalar com o respectivo nojo e asco quando é protagonizado com tanta clareza.