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2008/05/23

M(l)S junta-se a partido político?

Quando me perguntava se o M(l)S iria apoiar Passos Coelho recebi a resposta do Líder:

" (...) - José Sócrates não é Socialista, nem sequer é Social Democrata, parece-me mesmo mais um Liberal Social (...) "

Miguel Duarte
Estava a atirar ao lado, é óbvio.

Perguntas ao M(l)S:
  1. Quando é que o M(l)S vai ser oficialmente uma tendência do PS?
  2. Qual a posição da tendência Manuel Alegre e do seu milhão de eleitores?
  3. O que pensa disso a Internacional Liberal?
  4. Vai ser o PS a incorporar o (l) ou será o M(l)S a ficar sem ele?

2008/03/28

Momento de solidariedade com o Miguel Duarte

Há quem nos acuse de sermos menos que simpáticos para com o MLS por estas paragens.

Não pude contudo deixar de ficar estarrecido e chocado com as palavras (com negritos meus) do Hugo Garcia para com o Miguel Duarte, respectivamente vice-presidente responsável pela política do movimento e o seu presidente:

Miguel,
O que tu estás a fazer não tem nada a ver com opiniões políticas.

Tem simplesmente a ver com incentivar o ódio.


Tu não mostras todos os lados do Islão. Tu nunca colocas textos a mostrar coisas boas ou o mal que existe contra eles.

A tua posição é simplesmente de ódio, que tenta encontrar um argumento para a destruição do islamismo fomentando o ódio que já existe.

Se existe alguma forma de acabar com violência e ódio é através do diálogo, que é o oposto daquilo que tu fazes constantemente.

Podes vir com argumentos de Liberdade de comunicação ou liberdade de expressão, mas primeiro tinhas que saber o que palavras como comunicação ou expressão querem dizer.

Se no congresso sobre democracia e desenvolvimento tivesses ouvido o discurso do Lord Alderdice, em vez de estares a fazer lobby, tinhas percebido que:

1- a violência é a comunicação dos que não têm voz
2- a única forma de acabar com a violência é abrindo os canais de comunicação
3- que nunca se deve gerar o ódio dentro do nosso grupo contra o outro, porque isso apenas conseguirá aumentar o ódio de ambos os lados.

Experimenta ler um livro de Amin Maalouf, como as identidades assassinas ou as cruzadas vistas pelos árabes e depois vem me dizer que não és racista.
Já agora, tenta ler o Mein Kampf ou a bibliografia do Hitler para perceberes como essa tua estratégia tem muito mais a ver com a dos nazis.

Porque também eles tinham muitos argumentos contra os judeus, tal como tu tens hoje.
A diferença é que o Hitler era um líder e conseguiu espalhar o seu ódio.
Basicamente (e apropriadamente ao assunto em questão), o que Maomé não disse do toucinho.

Fica a dúvida sobre o que é que Hugo Garcia está a fazer na direcção do movimento, quando acha que o seu líder e principal face é merecedor dos adjectivos e representável da forma como o descreve.

Ou está a candidatar-se, de forma consequente com as suas palavras, ao lugar de Goebbels?

2008/01/29

9 em cada 10 estrelas da política roubam ideias políticas ao MLS

Já não é novidade nenhuma que tudo o que é políticos de renome vem a este blog buscar ideias políticas, mas agora também vão procurar às moções que são chumbadas na nossa Assembleia Geral.

Hugo Garcia.

2008/01/08

Miguel, se precisares de ajuda, apita

Caro Miguel,

Fico contente por escreveres de acordo com as ideias que te ouvi exprimir quando te conheci. Olhando para as razões para apoiares a candidatura do Ron Paul, lamento ter de te informar das razões porque a direção do mls não pode, em consciencia estar do teu lado:

  • Acredita verdadeiramente em limitar o peso do Estado;
  • Sabe do que fala no que toca a economia;
  • Não quer o Estado metido na nossa vida pessoal, inclusivamente não dando direitos especiais a quaisquer grupos; quer inclusivé cancelar o Civil Rigths Act...
  • Idolatriza a Constituição Americana original, o documento que apenas salvagurada direitos negativos e proibe o estado de atribuir direitos positivos;
  • É contra a regulação da economia em geral;
  • Acredita na devolução do poder aos Estados, quer cancelar a Roe Vs Wade permitindo a criminalização do aborto ao nível estadual.
  • Tem religião, é criacionista, pro-vida
  • Defende que o governo federal não tenha políticas ambientais;
  • Associa Welfare state a Fascismo
Ha...e é libertário, situando-se, de acordo com algumas correntes, nos antípodas da linha "liberal" Americana seguida pela maioria (pelo menos maioria vocal) do MLS.

Brincadeiras à parte fico contente por concordarmos neste tema. E isso quer dizer muito.

O que tu queres sei eu

Em política doméstica, para além das balbúrdias conspiracionistas em que a seita virtual dele se mete, temos que o principal mecanismo de operação política «Paulina» é o constitucionalismo literal. Para ele se uma medida não for explícita e previamente autorizada pela constituição como ele a interpreta não só se manifesta contra, como crê que o governo não tem sequer autorização para o fazer. Ora seguir uma constituição às cegas não é por si só «co-terminus» com uma liderança ética ou uma boa governação. Um bom líder executivo requer uma visão mais abrangente.

Filipe Brás Almeida.

2008/01/07

Ron Paul soma e Segue



Mesmo que não consiga furar no New Hampshire, Ron Paul conseguiu convencer a direcção do MLS. Veremos em breve o Miguel Duarte e o Luís Lavoura a defender o padrão ouro, a pedir uma redução dos impostos, a saída da ONU, e a criação de uma liga das democracias?

Próximos capítulos em breve...

O poder democrático do meu clube foi ignorado

O liberalismo tuga começou o novo ano de 2008 confundido.

Enquanto no próprio primeiro dia do ano proclamava o Dia da Liberdade, e louvava a canção do amanhã feito presente, bastaram quatro dias para proclamar solenemente a morte da Democracia.

Afinal, a tal de democracia que ainda há tantos dias prestava serviços e préstimos tão úteis e defensáveis na causa do aborto e na causa materializada na nova lei do tabaco, deixou de agradar.

Aparentemente a tal da democracia, a boa, que permitia determinar o que era vida humana com direito a personalidade jurídica e protecção pela lei, e que era boa para determinar o que é que cada um pode ou não deixar fazer na sua propriedade a pessoas que avisadamente lá entram, agora, aqui d'el-Rei porque decidiu determinar por lei o que é um partido político e as regras verificáveis da continuidade da sua existência e reconhecimento legal.

Está o caldo todo entornado.

Parece que por um lado, aprovar uma lei que viola a opinião e os interesses legítimos de milhões de fumadores e proprietários de estabelecimentos comerciais, não tem problema. Impor por via da fiscalidade (e do peso da Lei) a uma larga faixa dos portugueses o patrocínio dos seus impostos a uma prática que consideram imoral e/ou socialmente irresponsável, não fez desviar uma linha os tais liberais tugas das suas causas de eleição. Mas agora, uma decisão também ela democrática e seguindo aparentemente todas as regras instituídas, e que afecta na prática pequenos partidos, alguns dos quais com existência puramente fictícia e dificilmente distinguível de um grupo de carolas que se juntam de vez em quando para uma almoçarada, e que no cômputo geral dos afectados atingirá menos pessoas do que as que caberão num estádio de futebol em jogo importante, isso sim, já é grave.

O que me parece é que afinal são estes auto-proclamados democratas que não percebem a Democracia.

Eu compreendo a dificuldade que o MLS, ao longo dos quase três anos da sua existência, tem tido para demonstrar níveis mínimos de credibilidade, relevância e substância política. Compreendo que, devido a esse facto, os números de filiados e simpatizantes não abundem, e que a perspectiva de sequer formalizar a associação como partido, quanto mais garantir a sobrevivência de acordo com a lei actual, pareça aterradoramente distante. Mas, face à conduta adoptada no passado, não me parece viável que a causa agora descoberta venha a granjear grande simpatia, por mais que possa ser defensável em termos de Liberalismo. É que cheira a oportunismo de causa própria, e tresanda a hipocrisia face aos exemplos dados num passado bem recente, alguns até frescos de alguns dias.

Hipocrisia que transparece na transcrição no referido artigo do poema do pastor Martin Niemöller. É que, como bem ironizou o "nosso" Carlos nos seus comentários, faltam lá as primeiras estrofes:

Quando vieram para os fumadores,
permaneci em silêncio,
não era fumador

2008/01/01

Inebriações legislativas I

Pela minha parte estou já preparado para nos próximos temos chatear muita gente.
Assim termina a resolução de ano novo da presidência do liberalismo tuga.

Armada a malta do progresso com a nova boa lei, saliva já, no dia 1, pela oportunidade de meter o bedelho, acompanhada da ASAE, da Inspecção Geral do Trabalho e das demais agências armadas da coerção pela boa causa, nas relações humanas e profissionais, bem como na casa dos outros.

Afinal, a oportunidade de guiar pela mão os pobres estúpidos, incautos e ignorantes que ainda não foram expostos à Verdade revelada é algo que faz concerteza salivar qualquer bom planeador central que se preze.

Mais ao lado, vaticina-se até o dia de hoje como o Dia da Liberdade. Todos os atentados ao contribuinte, todas as intromissões na vida privada, os abusos, as perversões e os desvarios (impostos no passado por outros tantos iluminados) do estado omnipresente no nosso dia-a-dia aparentemente acabaram hoje, porque finalmente uns quantos vão poder exercer o seu direito humano e fundamental a comer uma sandoca no centro comercial sem que ninguém à sua volta esteja a fumar.

A exercer o seu direito egoísta, sustentado pelo braço coercivo do estado, a ditar e a impor as regras e o que é tolerável ou aceitável nos sítios que frequentam, senhores do politicamente correcto em casa alheia.

São estas as prioridades dos liberais tuga. Apoiar as boas leis e depois arregaçar as mangas para chatear o próximo. Nada que, afinal, nos surpreenda particularmente, mas que não podemos deixar de assinalar com o respectivo nojo e asco quando é protagonizado com tanta clareza.

2007/11/29

Notícias da La-La Land

Cada empresa deverá dar seguros a todos os trabalhadores, por blocos de 1 ano. Desta forma, mesmo que o trabalhador se despeça ou fique sem emprego, terá acesso ao seguro de saúde durante o período de um ano. Note-se que as seguradoras tendem a oferecer melhores condições a seguros feitos em bloco, pois o segurado ganha posição negocial perante a seguradora.
Os seguros dos trabalhadores deverão ser extendidos aos progenitores (quando reformados ou desempregados) e eventualmente a todos os familiares directos.

Hugo Garcia, no sítio do costume.
Já agora, lembro o caro Hugo Garcia que "estendidos" se escreve, em bom português (e não em "estrangeiro"), com "s".

2007/10/16

Da dupla tributação


Nunca é demais relembrar os aspectos da nossa vida em que o Estado nos cobra impostos pelo mero "privilégio" de já pagar impostos. Exemplos correntes disso na nossa vida são:

- O IVA que incide sobre o Imposto Automóvel na compra do carro
- O IRC sobre as empresas aplicando de seguida a tributação no IRS sobre os seus accionistas
- A Taxa de audiovisual na conta de electricidade, que estará sujeita a IVA
- O Imposto de Selo cobrado aos bancos. Imaginem-no, num caso de crédito para antecipação do IRS retido pelo Estado (esse caso então é um requinte...)
- O IVA sobre a gasolina, incidindo sobre o ISP
São apenas exemplos, agradeço uns outros quantos na caixa de comentários. Uns explícitos como o caso do IA, que aparece na factura de compra, outros mais subtis, mas são de facto dupla tributação.

Falta no contexto nacional uma tomada de posição sobre a fiscalidade por parte dos partidos políticos na oposição. O PSD que estaria em melhor posição para o fazer continua a decepcionar defendendo a manutenção da carga fiscal. Deve haver um pacto de regime secreto para manter o despesismo entre os dois grandes partidos. Fiquei por outro lado agradavelmente surpreendido com o sinal dado pelo MLS numa moção que pede a extinção do IRC. Defende assim o Miguel Duarte:

este imposto não é mais que uma dupla tributação sobre os empreendedores e investidores: o IRC tributa os lucros das empresas, e mais tarde, o que sobra desses lucros e é distribuído sob a forma de dividendos é tributado novamente em sede de IRS. (...) hoje uma grande percentagem de portugueses investem em acções e em fundos de investimento e de pensões, sendo por isso injustamente afectados por esta dupla tributação, acabando o IRC por ser também destruidor de empregos ao prejudicar a competitividade da economia nacional face a outros países.
Certo, o texto peca no entanto por pedir uma extinção "progressiva", sem definir prazos concretos. Resta também quando se pede um corte de receita articulá-lo com as respectivas implicações no orçamento geral do estado. Falta uma tomada de posição clara sobre os gastos a abater. Seria decepcionante que este corte fosse feito à custa de um aumento da taxação sobre o trabalho.

2007/10/15

Vai passear pá!

O primeiro parágrafo deste texto é demonstrativo da mais profunda ignorãncia sobre a situação dos Balcãs. Convido o Luís Lavoura a visitar as dezenas de milhares de Albaneses que vivem em paz e harmonia em Belgrado. Nem é preciso tanto. Convido o Luís Lavoura a vêr o que acontece de vez em quando aos carros de matrícula croata estacionados à porta do túmulo de Tito em Belgrado. Desafio-o a conversar com a população sérvia mais jovem e questioná-los sobre a sua opinião em relação aos ataques da NATO (que não os EUA - outra inexactidão). Mais interessante: desafio-o a perguntar à população mais velha o que gostariam que acontecesse aos Albaneses do Kosovo...
Também pode ir à Macedónia e à Albânia tentar saber porque raio receberam estes países dezenas de milhares de refugiados kosovares antes da intervenção da NATO, e do que fugiam essas pessoas.