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2008/04/13

Baixem os Impostos, e os Preços



Queria solidarizar-me com o Partido Comunista Francês nesta causa

2008/01/29

9 em cada 10 estrelas da política roubam ideias políticas ao MLS

Já não é novidade nenhuma que tudo o que é políticos de renome vem a este blog buscar ideias políticas, mas agora também vão procurar às moções que são chumbadas na nossa Assembleia Geral.

Hugo Garcia.

2007/11/29

Notícias da La-La Land

Cada empresa deverá dar seguros a todos os trabalhadores, por blocos de 1 ano. Desta forma, mesmo que o trabalhador se despeça ou fique sem emprego, terá acesso ao seguro de saúde durante o período de um ano. Note-se que as seguradoras tendem a oferecer melhores condições a seguros feitos em bloco, pois o segurado ganha posição negocial perante a seguradora.
Os seguros dos trabalhadores deverão ser extendidos aos progenitores (quando reformados ou desempregados) e eventualmente a todos os familiares directos.

Hugo Garcia, no sítio do costume.
Já agora, lembro o caro Hugo Garcia que "estendidos" se escreve, em bom português (e não em "estrangeiro"), com "s".

2007/11/27

Isn't that rewarding greed and stupidity?

The long johns - Subprime


(...)

Press - The crisis is probable to turn into financial meltdown, can it be avoided?"

Investment banker: It can be avoided provided that governments and central banks give us the speculators back what we have lost

Press: Isn't that rewarding greed and stupidity?

Investment banker: No, no, it's rewarding what prime minister Gordon Brown calls the ingenuity of the market

(...)
Atacar os especuladores quando tomam decisões inteligentes e salvá-los quando tomam decisões erradas. Ou seja, de qualquer forma atacar as decisões inteligentes. Isto é feito em nome da "racionalidade" do mercado. Paradoxos do socialismo.

2007/10/23

Amado fintado por Sócrates

Sócrates a fintar Amado. Amado nem acredita....

Depois dos 5 segundos inicias...fica a troca de elogios e de piropos de parte a parte...o Sarkosy até ficou enjoado...

2007/09/25

Ancaps, esses perigosos defensores de um estado hiper-intervencionista que acham que não deve existir

O Estado tem dois tipos de poder à disposição, o infra-estrutural (o intervencionismo económico) e o coercivo (o exercício da violência). Querer um Estado pequeno não pode ser querer acabar com um desses poderes enquanto se aumenta exponencialmente o outro. E, se não temos provas que a forte diminuição do poder coercivo leve ao aumento do poder infra-estrutural, é um facto que o inverso é verdadeiro.
Mecanismos básicos de protecção social podem ser bons mecanismos para manter o Estado controlado debaixo de certos limites. Como resultado não perceberem isto os anarco-libertarianos, que supostamente são os únicos liberais a sério, os puros, acabam defendendo governos hiper-intervencionistas que fazem aumentar enormemente o peso do Estado, não só por se imiscuir em questões de moral privada, como por aumentarem os gastos militares e policiais.

Igor Caldeira, no sítio do costume (com negritos meus).

2007/06/23

Como um Pragmata lida com uma Conclusão Indesejada


Estou aqui a responder ao repto do Hugo Garcia, que pediu expressamente que as questões filosóficas fossem remetidas para este espaço (ver caixa adiante). Achei muito útil voltar às afirmações do Hugo, e analisar o universo de hipóteses de uma determinada premissa que ele referiu. E de seguida tecer algumas considerações sobre o modo como o Hugo acha eticamente adequado lidar com as mesmas. O raciocínio do Hugo procede-se em três etapas:

  1. "assumir posições filosóficas não faz parte de um projecto de partido político."
  2. "(...)consigo imaginar alguém a morrer a fome e um "filósofo" a comentar: é necessário para bem da justiça social."
  3. "Deixemos essas questões para o BE e para o small brother."
Passo de seguida a analisar o universo de hipóteses face à referida premissa: "a morte por subnutrição é necessária".

Hipótese 1: a premissa é falsa. Logo a morte por subnutrição de um determinado indivíduo é desnecessária e despropositada. Mas de acordo com a ética do Hugo Garcia, não será necessário demonstrar a falsidade desta premissa. É assim de todo lógico que quando se está envolvido num projecto político, não existe utilidade nenhuma em demonstrar a hipótese errada de uma pessoa empenhada na morte por subnutrição de um ou vários indivíduos. Mais: apesar de se ter ferramentas adequadas para se demonstrar a falsidade dessa premissa, dever-se-á deixar um determinado número de pessoas empenhadas no erro de querer deixar morrer alguns pobres desgraçados por subnutrição. Isto porque a premissa está assente numa argumentação filosófica. E as argumentações filosóficas não devem ser retorquidas dentro do âmbito de um projecto político.

Hipótese 2: a premissa é verdadeira. Logo a morte por subnutrição de um determinado indivíduo é absolutamente necessária, e tal foi analiticamente demonstrado. Bem, então de acordo com a ética do Hugo Garcia, dever-se-á ignorar esta necessidade iminente, e continuar a agir como se não se tivesse tomado conhecimento desse facto. É assim útil e necessário para a sociedade propor aos cidadãos valores que contradizem os factos reais, como se os factos pudessem ser alterados pelo simples desejo, mesmo sabendo que nunca os poderemos alterar. Mas devemos propor às pessoas acções que sabemos ser impossíveis. Tal é o modo eticamente correcto de agir, devido ao postulado da não-resposta a questões filosóficas.

Deixo assim em aberto ao leitor a questão: em qual dos dois cenários será mais útil deixar a premissa por responder?

2007/06/21

Muito trabalho, muito trabalho

O objectivo do MLS não é tomar posições filosóficas.
Podemos até ter debates sobre justiça social e provavelmente eu estarei presente, mas assumir posições filosóficas não faz parte de um projecto de partido político.

Com o nível de argumentação abstracta que já tenho ouvido, consigo imaginar alguém a morrer a fome e um "filósofo" a comentar: é necessário para bem da justiça social.

Deixemos essas questões para o BE e para o small brother.
Nós, no MLS, devemos nos preocupar em encontrar soluções para os desafios que temos.

Hugo Garcia, Vice-Presidente Área de Política do Movimento Liberal Social.
Fossemos nós ter alguma dúvida em relação a se um partido deve assumir posições filosóficas ou ideológicas, eis que aqui temos um responsável directo pela Política de um movimento que ambiciona chegar a partido a esclarecer do contrário.

Por ali, trabalha-se sem rumo. O que importa é "encontrar soluções para os desafios". Assiste-se à morte da ideologia, transformada em pragmatismo de navegação à vista.

Ficamos esclarecidos. Também pela constatação, surpreendente, que ao que parece o BE (o tal que não é socialista, não é trotskista, não é "partido de poder", não é comunista, não é maoista - dizem que agora é verde a caminho de social-democrata -) se ocupa de "questões filosóficas". Nós por cá não temos notado, mas ajuda a perceber onde é que o MLS se quer posicionar e onde é que coloca a fasquia.

De resto, agradecemos o gesto magnânimo. O Hugo Garcia pode ter a certeza que por aqui estaremos bastante atentos e interessados nas "questões filosóficas".

2007/06/01

Diz que é o tal de " progressismo "

Propõe Hugo Garcia, vice-presidente responsável pelo programa político do M"L"S, como moção sobre o desporto escolar (?) a ser votada em futura Assembleia Geral (excertos, com negritos meus):

O Movimento Liberal Social propõe que:

- Todas as modalidades deverão ter um carácter competitivo pela sua essência ou por demonstrações. Ficam assim excluídas as modalidades conhecidas como as de ginásio (Yoga, Pilates, Musculação ou aulas de estúdio).
- As modalidades deverão também ter uma forte componente de preparação física. Ficam assim excluídos o golf e o malabarismo.
- Ficam também excluídos desportos motorizados;
- Os alunos poderão ser excluídos das equipas por mau aproveitamento escolar, por comportamentos desadequados dentro e fora da escola, por se detectar o consumo de substâncias ilegais como esteróides, por faltarem aos treinos, ou por desleixo nos treinos e jogos.

O Movimento Liberal Social pretende desta forma:

- Promover a diversidade no desporto e na competição, nos praticantes, bem como nos espectadores;
- Preparar grandes atletas para competições internacionais que no sistema actual não têm hipótese, promovendo Portugal através do desporto;
- Em combinação com o sistema de financiamento cheque-ensino (como proposto pelo MLS), incentivar as escolas a encontrar ou desenvolver condições para a prática de variadas modalidades desportivas;
- Desincentivar, sem proibir, o consumo de substâncias prejudiciais como álcool, tabaco, comida com excesso de gordura, derivados de cannabis, etc.
- Desenvolver o carácter, a auto-disciplina e a força de vontade dos jovens estudantes sem recorrer ao “tiranismo”;
- Desenvolver orgulho pela escola e pelos colegas;