Mostrar mensagens com a etiqueta guerra total. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta guerra total. Mostrar todas as mensagens

2008/03/20

Perspectivas sobre o 5º aniversário

Se houve povo prejudicado sem dúvida nenhuma pela invasão do Iraque de há 5 anos foi o povo Americano. Podem ser feitas análises diferenciais sobre o impacto no povo Iraquiano no que toca ao número de vidas perdidas, ao nível de vida actual e potencial, ou sobre as liberdades perdidas e ganhas. Dependendo dos analistas e das hipóteses são tiradas conclusões favoráveis a cada um dos lados, o do ganho ou da perda para o Povo Iraquiano.

As análises que apontam para um diferencial negativo baseiam-se em cenários catastróficos, de extremo e pouco suportados pela realidade. Nem o Iraque tinha potencial para atingir os EUA nem eram um ninho para as Al Qaedas que por aí andam. O custo humano e económico que os EUA pagaram e continuarão a pagar é objectivamente enorme. Ainda maior o custo ao nível da imagem da “América” e dos Americanos. A “terra da liberdade” levará muito tempo a re-conquistar os corações perdidos por esse mundo fora. Esse capital de simpatia levará muito tempo a ser conquistado e terá um custo de oportunidade difícil de medir. As Democracias liberais têm ganho espaço no mundo não com guerra e sim pelo exemplo.

Um diferencial sobre outro diferencial. Será que o Bloco de Leste teria caído quando caiu se a América de então tivesse a imagem da América de hoje?

PS: Fui dos que na altura pensou que fosse boa ideia derrubar um ditador responsável por tanto sangue derramado.

2007/11/18

Deve ser a tal da " superioridade moral ocidental "

The facts of the case are pretty straightforward. Abdallah Higazy — an Egyptian — was staying in a hotel in New York City on September 11, 2001, which was evacuated when the planes hit the towers. Three months after the evacuation, Higzay returned to the hotel to claim his personal effects and was arrested by the FBI. A hotel security guard asserted that he had found a device that allows you to communicate with airline pilots in the closet of Higzay's room.

After initially denying any knowledge of the device, Higzay confessed to involvement in the 9/11 conspiracy. Luckily for him, an airline pilot returned to the hotel and asked for his radio back. The pilot had never heard of Higazy, had no contact with him. The radio had been a legitimate device owned by an airline pilot. As a consequence, Higazy is released and decides to sue the FBI for infringing his Fifth Amendment rights.

The Second Circuit renders a decision which permits the lawsuit, and explains what happened. Higazy was told that unless he confessed, his family in Egypt would be given to the Egyptian government for torture.

Plastic.

2007/10/19

É isto a liberdade


Um estudante Americano diz a um estudante Iraniano: "Repara que a América é um país onde se goza de largas liberdades. Afinal, qualquer cidadão aqui é livre de praticar o Islão, ou de ir até à porta da casa branca, e dizer "abaixo o Bush!"".

O estudante Iraniano esboça uma expressão de indiferença: "Big deal! Nós aqui no Irão também temos toda a liberdade de praticar o Islão, e ir até ao nosso palácio presidencial em Teerão e gritar "morte ao Bush!""

2007/08/20

Todos iguais

Volto de férias da Blogosfera.


Acabei de ler 3 livros de carácter biográfico, todos diferentes, todos com um ponto em comum. Tratam de homens como os outros que conseguiram concentrar o poder da vida e da morte de outros indivíduos durante o séc. XX. Mao Tsé-tung, Che Guevara, Idi Amin Dada.

Enquanto me ponho a par do que foi escrito deparo-me com este texto de um líder político do Portugal do séc. XXI.


De Miguel Portas (negritos meus):

"Dissociar-me-ia deste tipo de protesto caso o Movimento Eufémia Verde fosse uma espécie de “braço militar” que se pusesse a queimar propriedades com milho transgénico onde quer que elas se encontrassem. Não por qualquer motivo de ordem moralista. Mas porque atrasaria a formação de uma corrente de opinião maioritária quanto ao princípio que referi."

Colectivistas de esquerda ou de direita têm este ponto em comum. A violência sobre outros seres humanos só é de evitar se criar obstáculos à prossecução dos seus fins. Para Miguel Portas a violência sobre outros seres humanos é moralmente aceitável. O que não é aceitável é a “má imprensa” que pode prejudicar a sua causa.

Não compreendo como tantos jovens inteligentes marcham pela “paz" ao lado de indivíduos que tão manifestamente a usam como meio para atingirem os seus violentos fins. Os livros que acabei de ler estão cheios de histórias de jovens que acreditavam. Uns tiveram sorte e voltaram as costas "aos ideais", outros com menos sorte ficaram em valas sem nome com um tiro na nuca. É que para os seus heróis os meios justificam os fins e eles não passavam de "meios".

2007/06/18

Sportpalastrede

(Imagem via Insurgente)

Orador: Die Fatah behauptet, es sei unsere Regierung
Multidão: ohhhhhhhhh, (gritos e indignação, saudações fascistas)
Orador: Und ich frage Euch, seid Ihr bereit, wenn Allah es Euch befiehlt, Ihre Kinder zu krepieren?
Multidão: yahhhhhhhhh!!! (gritos de júbilo, saudações fascistas)
Orador: Wollt Ihr den totalen Krieg?
Multidão: yahhhhhhhhh!!! (gritos de júbilo, saudações fascistas)
Orador: Wollt Ihr auch, wie damals, die Juden vernichten?
Multidão: yahhhhhhhhh!!! (gritos de júbilo, saudações fascistas)

(mas menos organizados e menos disciplinados que os alemães, e eles tipo... não se calam todos subitamente quando o Goebbels faz aquele gesto apaneleirado com a mãozinha. No entanto, os muçulmanos também têm aquelas coisas de andar de mão dada e beijar-se entre homens... sobretudo quando são grandes “manos” no ódio ao judeu)