Mostrar mensagens com a etiqueta no pasarán. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta no pasarán. Mostrar todas as mensagens

2007/12/10

Chavez - um revolucionário à frente de seu tempo...

...pelo menos uma boa meia-hora

Os venezuelanos iniciaram hoje mais cedo o seu dia de trabalho. Tudo porque o presidente Hugo Chavez decidiu alterar a hora e criar uma zona horária única para a Venezuela.

O objectivo de Chavez é permitir que as crianças e as populações mais pobres acordem e regressem para casa ainda com sol. A hora na Venezuela atrasou, assim, esta manhã, em meia hora.

Depois de ter alterado o nome do país, para República Bolivariana da Venezuela e de redesenhar a bandeira nacional, Chavez decidiu agora alterar a hora. Tudo em nome da "sociedade socialista do século XXI", justifica o presidente.

no Jornal de Negócios

2007/06/18

Pelo financiamento privado dos partidos (1)

Quando o PNR ganhar um deputado a malta da extrema esquerda vai-se juntar a esta causa....

Sportpalastrede

(Imagem via Insurgente)

Orador: Die Fatah behauptet, es sei unsere Regierung
Multidão: ohhhhhhhhh, (gritos e indignação, saudações fascistas)
Orador: Und ich frage Euch, seid Ihr bereit, wenn Allah es Euch befiehlt, Ihre Kinder zu krepieren?
Multidão: yahhhhhhhhh!!! (gritos de júbilo, saudações fascistas)
Orador: Wollt Ihr den totalen Krieg?
Multidão: yahhhhhhhhh!!! (gritos de júbilo, saudações fascistas)
Orador: Wollt Ihr auch, wie damals, die Juden vernichten?
Multidão: yahhhhhhhhh!!! (gritos de júbilo, saudações fascistas)

(mas menos organizados e menos disciplinados que os alemães, e eles tipo... não se calam todos subitamente quando o Goebbels faz aquele gesto apaneleirado com a mãozinha. No entanto, os muçulmanos também têm aquelas coisas de andar de mão dada e beijar-se entre homens... sobretudo quando são grandes “manos” no ódio ao judeu)

2007/06/04

Private Equity (III)

Se há oportunidades por explorar, como é que o mercado bolsista se deixa ultrapassar por estes fundos de Private Equity que de forma deliberada retiram estas empresas do escrutínio, supostamente eficiente e racional, dos mercados financeiros?

Ladrões de Bicicletas.
No seguimento da análise do Ricardo sobre a referida sucessão de artigos, acho que há um ou outro ponto que será interessante e importante de referir.

Um ponto é mais ou menos óbvio: a bolsa de valores, e o mercado financeiro, não são "O Mercado". São tão somente vectores de um mercado livre. Nada obriga, nem cauciona a liberdade do mercado (mesmo que só na sua vertente de mercado de capitais), que uma empresa se faça cotar em bolsa. Aliás, há empresas que fazem gáudio de não dispersarem o seu capital em bolsa, já que anseiam antes por autonomia de gestão e decisão e pela autonomia de planeamento de longo prazo, longe das imposições de divulgação de informação operacional periódica do mercado de capitais. É uma decisão legítima, livre e que só enriquece o mercado, ao diversificar os intrumentos de gestão acessíveis às empresas.

Além disso, há outra questão que importa ponderar. A bolsa, em primeira análise, é tão somente um fórum de troca de autonomia de gestão e de informação previlegiada e operacional da empresa por capital e por dispersão do risco empresarial. Um empresa ofereçe informação, essencialmente, e uma participação no património, nas decisões e uma garantia de partilha do futuro económico da empresa, e em troca recebe o capital disperso (distribuído pelos seus sócios originários) bem como uma participação no risco operacional da empresa. Como na generalidade das transacções num mercado, há claramente uma troca de informação por capital (e genericamente, por risco).

O que sucede, é que o próprio facto de haver essa dispersão do risco, nomeadamente no caso de empresas em que o capital se encontra disperso por vários accionistas, faz com que a atitude empresarial passe a ser bastante mais conservadora, quer pela vontade de obtenção de lucros rápidos quer pela cautela agregada que se manifesta nos processos de decisão da empresa.

Mas, lembre-se, a informação, apesar de mais disponível, não é absoluta. O que acontece é que a ligação entre a decisão de gestão, o acesso à informação e a titularidade do risco dilui-se. Como tal, é natural que se acumulem ineficiências internas, ou mesmo dificuldades de apreensão do real valor da empresa pelo mercado.

Posto isto, é perfeitamente natural que instituições financeiras, com propensão para o risco, utilizem esse factor como maisvalia de gestão. Na prática, o que acontece é uma reversão da troca que presidiu à dispersão do capital em bolsa da empresa que é adquirida por estas empresas. Há uma re-agregação do risco, um restabelecimento de um mecanismo de decisão absoluto e com pleno acesso à ordem interna da empresa. Nada de estranho, num mercado livre e que funcione com pressupostos liberais.

Concretamente em relação às criticas dos artigos em causa, levanta-se ainda outra questão, e constata-se a estranheza: acha-se uma reacção anormal e uma atitude perversa num mercado livre uma empresa adquirir outra, "comprando" o seu valor de mercado e retirando-a de cotação, desmantelando-a e reorganizando-a de acordo com o ganho de informação e de capacidade de gestão adquirido, e ao facto de se re-dispersar as empresas resultantes em bolsa, com ganhos de "4,3 vezes em 20 meses". Mas já não se acha estranho que uma empresa persista com um valor que acaba (por falta de informação) por ser sub-avaliado em relação à realidade efectiva, e por manter uma empresa no mercado alheada da sua verdadeira realidade e potencial, e desprovida de capacidade de atrair investimento fresco que até é capaz de, bem vistas as coisas, cativar.

Ou seja, mercado livre, para alguns, não é um fórum de interacções e de trocas não-coercivas e voluntárias entre indivíduos, mas sim um mecanismo de fazer perfurar o bafio e o alheamente da realidade para onde foram remetidas algumas empresas.

2007/05/30

A CGTP é uma boa companheira

A CGTP vai patrocinando no dia de hoje aquilo que se poderia classificar como uma boa ajuda ao governo Sócrates, que a poderá elevar eventualmente a um lugar cimeiro no pódium dos principais apoiantes do actual governo.

Senão vejamos: primeiro, temos toda uma poupança em salários e subsídio de refeição, e o seu óbvio contributo para a meta do défice e para o equilíbrio das contas públicas. Depois, em consequência do bloqueio imposto em termos de transportes, em alguns casos até desrespeitando os servíços mínimos legal e democraticamente impostos, milhares de particulares foram obrigados a viajar para o seu local de trabalho em viatura própria, com o previsível aumento do encaixe de verbas do imposto sobre os produtos petrolíferos, a contribuir para o mesmo desígnio.

Para terminar, o encerramento de repartições públicas e de muitos dos serviços públicos vai mais uma vez fazer notar: ao que não precisam deles, que estão a pagar por uma coisa em que nem sequer dão conta se está aberto ou não (no seguimento do clássico "não falte ao trabalho, que o patrão pode chegar à conclusão que não faz falta"); aos que precisam, a imensidade de coisas que estão debaixo da alçada do estado em regime de monopólio público, e o respectivo respeito que os funcionários têm por quem lhes garante a função e o posto de trabalho. Concerteza que estes utentes ficarão bem mais motivados para aceitar e simpatizar com propostas de emagrecimento da função pública ou com a retirada de regalias aos seus funcionários.

Sem dúvida, a CGTP é uma boa companheira do governo. Presumo que a esta hora Sócrates (e principalmente Teixeira dos Santos) estará feliz e contente a pensar porque é que ela não faz coisas destas mais vezes.

Hoje não há Nómadas em Lisboa


Os camelos estão em greve. Recusam-se a atravessar o Tejo.

2007/05/17

Afirmações um bocado infantis e atrasadas mentais

a educação que eles dão às crianças transforma-os em assassinos
atacam países sem razão
proíbem outras ideologias
falham constantemente aos direitos humanos
interêm em questões de política internacional que não têm nada a ver com eles
promovem a obesidade como ninguém, mas tratam muito bem dos dentes
não participam do tribunal internacional
deixam crianças morrer no hospital por não terem seguros
criam enormes desigualdades
criam terroristas

tenho que sair para almoçar
havia tanto a dizer

Hugo Garcia, neste comentário.
Adivinhem qual é o país em causa.

(Título do artigo raptado daqui.)

2007/05/16

Couve amarelada liberal do dia

Nós estatistas, uma ova. Nós somos os verdadeiros liberais. Para um verdadeiro liberal o Estado é pessoa de bem e tem a incumbência de fiscalizar o boletim de saúde dos cães. Vocês não são liberais, vocês são anarcas.

António Fiuza, neste comentário.

2007/05/02

Luta por quota de mercado

O líder do Partido Nacional Renovador (PNR) defendeu hoje o "trabalho nacional" e o combate à imigração, num discurso com críticas ao Governo socialista, ao "mentiroso Jerónimo de Sousa" e aos "burgueses de caviar do Bloco de Esquerda".

[...]

"O estado deve ser interveniente no que diz respeito à justiça social, às reformas e à família e tem de intervir no equilíbrio salarial", defendeu.

"Não é só atirar pessoas para o desemprego, prejudicar o interior ao fechar centros de saúde e a seguir abrir clínicas privadas que favorecem bancos e seguradoras", acusou, salientando que "os nacionalistas não são contra a iniciativa privada".

"As instituições são boas mas o capital e a iniciativa privada terá de estar ao serviço da nação", afirmou.

Pinto Coelho acusou o Governo de ter "ideias como a mobilidade (dos trabalhadores) que cortam a estabilidade, a segurança e o equilíbrio do país".

O líder do PNR lembrou que a classe média portuguesa está cada vez mais endividada, enquanto os governantes "acumulam o tacho", "servem e servem-se do capitalismo selvagem em nome do lucro e da competitividade".

Público Última Hora.

2007/04/22

Coisas para que dá jeito ter leis que proíbam o "incentivo" e o "instigar"

Thousands of Venezuelans have taken to the streets of Caracas in protest at the president's decision to close the country's oldest private TV network.

Mr Chavez's supporters say Radio Caracas Television (RCTV) backed a 2002 coup which briefly ousted him.

(...)

The government claims that the channel is breaching the constitution by rallying support for the opposition.

Near the demonstration, hundreds of Mr Chavez's supporters wearing red caps and T-shirts staged a rival rally to express their support for the closure of RCTV, which has been broadcasting for 33 years.

"They're false. They're coup-plotters. This should have happened years ago," said 55-year-old Sendy Salas.

BBC News.

2007/04/16

Aviso: este senhor é professor de Economia

A moção que a direcção do Bloco de Esquerda vai apresentar à V Convenção Nacional, em Junho, defende a nacionalização da EDP e GALP, e propõe a proibição a prazo do transporte rodoviário de longa distância.

Na moção de orientação, intitulada "A Esquerda socialista como alternativa ao Governo de Sócrates", cujo primeiro subscritor é Francisco Louçã, o BE defende que "a resposta civilizacional às alterações climáticas" passa pela redução "do consumo global de energia da UE em 50 por cento".

(...)

Em alternativa, o BE defende a criação de uma rede pública europeia de ferrovia e de transporte marítimo, a imposição de limites aos construtores de automóveis, e a proibição da venda de veículos todo o terreno a usos não profissionais.

portugalnet.
A cartilha é conhecida, mas faz sempre bem refrescar a memória e lembrar as medidas que são defendidas por aqueles que tantos atraiem nas causas fracturantes. É bom lembrar em que é que votam as almas caridosas que vão votando, imbuídas de utilitarismo, no partido que mais habilmente explora a memória fraca dos nossos eleitores.

As medidas são bem conhecidas e em nada originais. Afinal, são a consequência óbvia do desejo de bolivarização da nossa economia, nas pegadas dos laboratórios do socialismo renascido de Evo e de Cháves.

Fica contudo a curiosidade em acompanhar o sentido de voto na moção daqueles que, sendo militantes destacados do partido, têm vindo a tentar colar-se a um discurso tolerante e moderado, quase centrista, e que esconjuram a associação ao bolivarismo venezuelano e aos fantasmas do comunismo puro e duro.

Ficamos para ver.

2007/03/29

Twilight zone

(...) hoje em dia em Portugal, o "liberalismo" tornou-se num confortável guarda-chuva onde cabe uma míriade de coisas: a direita pura e dura, os tecnocratas eficientistas, os anarco-capitalistas de candura ingénua, liberais clássicos, ou a esquerda liberal. Se isto, visto à luz da tradição que subjaz ao conceito de "liberalismo", não é um problema por aí além, a questão é que algumas destas correntes não concordam em absolutamente nada; se todos usam e abusam da palavra "liberdade", às vezes tomando-a como património seu inalienável (esquecendo toda a história da esquerda libertária, o socialismo utópico e mesmo o marxismo antes de Lenine) (...)

No entanto, isto não deixa de ser natural: esta nova geração, a minha geração, cresceu num tempo em que o guarda-chuva para toda a gente era o "socialismo", tanto que, hoje por hoje, já poucos fazem a mínima ideia do que signifique- ouve-se por aí que vivemos no "socialismo", o que seria uma anedota, se não significasse justamente isso. Desde pelo menos 1977 que pouco ou nada do que se faz em Portugal tem o que seja a ver com "socialismo", e no entanto cada vez mais se lhe atribui a culpa de todos os males portugueses.

The portuguese way, por André Carapinha no 2+2=5 (com negritos meus).

Fidel hostiliza base política de apoio estrangeira

Cuban President Fidel Castro has strongly criticised the use of biofuels by the US, in his first article since undergoing surgery last year.

He said George W Bush's support for the use of food crops in fuel production would cause 3bn deaths from hunger.

BBC News.
Tanta malta do djambé, da t-shirt do Che e tantos ecologistas de intervenção contra o lobby do pitróil, assim subitamente deixados ao abandono por um dos seus principais faróis políticos.

É feio. Não é bonito.

Mas, é óbvio, às vezes é preciso um bocado de publicidade paga para sustentar as camisolas vermelhas dos auto-intitulados filhos dilectos, agarrados ao combustível sujo do capitalismo...