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2007/08/20

Todos iguais

Volto de férias da Blogosfera.


Acabei de ler 3 livros de carácter biográfico, todos diferentes, todos com um ponto em comum. Tratam de homens como os outros que conseguiram concentrar o poder da vida e da morte de outros indivíduos durante o séc. XX. Mao Tsé-tung, Che Guevara, Idi Amin Dada.

Enquanto me ponho a par do que foi escrito deparo-me com este texto de um líder político do Portugal do séc. XXI.


De Miguel Portas (negritos meus):

"Dissociar-me-ia deste tipo de protesto caso o Movimento Eufémia Verde fosse uma espécie de “braço militar” que se pusesse a queimar propriedades com milho transgénico onde quer que elas se encontrassem. Não por qualquer motivo de ordem moralista. Mas porque atrasaria a formação de uma corrente de opinião maioritária quanto ao princípio que referi."

Colectivistas de esquerda ou de direita têm este ponto em comum. A violência sobre outros seres humanos só é de evitar se criar obstáculos à prossecução dos seus fins. Para Miguel Portas a violência sobre outros seres humanos é moralmente aceitável. O que não é aceitável é a “má imprensa” que pode prejudicar a sua causa.

Não compreendo como tantos jovens inteligentes marcham pela “paz" ao lado de indivíduos que tão manifestamente a usam como meio para atingirem os seus violentos fins. Os livros que acabei de ler estão cheios de histórias de jovens que acreditavam. Uns tiveram sorte e voltaram as costas "aos ideais", outros com menos sorte ficaram em valas sem nome com um tiro na nuca. É que para os seus heróis os meios justificam os fins e eles não passavam de "meios".

2007/06/26

O caminho para a utopia

Em mais um texto em que evidencia todo o seu talento de comunicador, Pedro Arroja deixa uma frase que diz tudo sobre a consequência da sua linha de argumentação:

"(...) Não são as leis que fazem uma sociedade liberal. É uma sociedade iliberal que torna as leis e o Estado necessários. (...)"
Uma sociedade que tem valores morais diferentes das desejadas (por quem?) torna necessário o estado. O estado pai de família, cheio de autoridade a colocar a sociedade, que se porta mal, no bom caminho. Estado engenheiro social, ou simplesmente, um espartilho social.

Ainda não conheci quem acreditasse em uma Utopia que não defendesse um caminho, de forma implícita ou explícita, para se chegar a essa utopia. Caminhos que passam sempre pelo estado.

2007/06/25

O Erro de Arroja

Aqui, Pedro Arroja insiste no erro que, na minha opinião, o afasta sistematicamente do liberalismo que tanto ajudou a difundir.

Uma sociedade liberal pugnaria pela defesa intransigente dos direitos negativos. E aqui está o problema que Arroja tem de resolver. Direitos negativos não pressupõem obrigações nem deveres das outras partes.

Quando define uma sociedade liberal como:

"(...) eu defini uma sociedade liberal como aquela em que todos cumprem as suas obrigações para com os outros.(...)"
Afasta-se da defesa de liberdades negativas por definição. Mais, concentra a sua atenção nas liberdades positivas, aquelas que exigem o cumprimento de obrigações de parte a parte.

A sociedade que define não é uma sociedade liberal, é uma sociedade, em que todos os indivíduos têm os mesmos valores e que por isso não necessita de uma entidade central para os impor. Sendo a eliminação da coerção pelo poder central uma coisa desejada em uma sociedade liberal, não pode ser considerada condição suficiente. Por mais que o seja defendido pelos mais distintos autores.

2007/06/10

Super na Venezuela


Após ler a entrevista de Mário Soares na revista Única do Expresso, com especial atenção aos parágrafos sobre as amizades Bolivarianas do Super, fica-me uma certeza e uma dúvida.

Com a certeza de que nos safámos de boa nas últimas eleições. A estas horas tínhamos o primeiro ministro a controlar o presidente da república e não o contrário.

Com dúvida de quando é que os apoiantes do Super ficam com a mesma certeza que eu.

2007/05/22

A palavra ao venerável e excelso Terry Jones



Ainda sobre o episódio da captura dos marinheiros ingleses pelo Irão, no The Guardian:

Call that humiliation?

No hoods. No electric shocks. No beatings. These Iranians clearly are a very uncivilised bunch

I share the outrage expressed in the British press over the treatment of our naval personnel accused by Iran of illegally entering their waters. It is a disgrace. We would never dream of treating captives like this - allowing them to smoke cigarettes, for example, even though it has been proven that smoking kills.

2007/05/17

Afirmações um bocado infantis e atrasadas mentais

a educação que eles dão às crianças transforma-os em assassinos
atacam países sem razão
proíbem outras ideologias
falham constantemente aos direitos humanos
interêm em questões de política internacional que não têm nada a ver com eles
promovem a obesidade como ninguém, mas tratam muito bem dos dentes
não participam do tribunal internacional
deixam crianças morrer no hospital por não terem seguros
criam enormes desigualdades
criam terroristas

tenho que sair para almoçar
havia tanto a dizer

Hugo Garcia, neste comentário.
Adivinhem qual é o país em causa.

(Título do artigo raptado daqui.)

2007/04/30

Momento de doublespeak do dia

Por isso quando os fascistas reivindicam «justiça social e combate ao capitalismo selvagem e à luta de classes». (...)» o que pretendem é invocar a ideia de que é preciso criar estruturas que esmaguem e/ou disciplinem as classes trabalhadoras e os seus movimentos autónomos.

João Rodrigues, no Ladrão de Bicicletas.

2007/04/12

O cavalo mais promissor, até bomba em contrário

Three months after the United States successfully pressed the United Nations to impose strict sanctions on North Korea because of that country's nuclear test, officials in the Bush administration allowed Ethiopia to complete a secret arms purchase from Pyongyang in what appears to be a violation of the restrictions, according to senior U.S. officials.

The United States allowed the arms delivery to go through in January in part because Ethiopian troops were in the midst of a military offensive against Islamic militias inside Somalia, a campaign that aided the U.S. policy of combating religious extremists in the Horn of Africa.

International Herald Tribune, via Plastic.