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2007/11/29

Notícias da La-La Land

Cada empresa deverá dar seguros a todos os trabalhadores, por blocos de 1 ano. Desta forma, mesmo que o trabalhador se despeça ou fique sem emprego, terá acesso ao seguro de saúde durante o período de um ano. Note-se que as seguradoras tendem a oferecer melhores condições a seguros feitos em bloco, pois o segurado ganha posição negocial perante a seguradora.
Os seguros dos trabalhadores deverão ser extendidos aos progenitores (quando reformados ou desempregados) e eventualmente a todos os familiares directos.

Hugo Garcia, no sítio do costume.
Já agora, lembro o caro Hugo Garcia que "estendidos" se escreve, em bom português (e não em "estrangeiro"), com "s".

2007/09/19

Simplex

Não é todos os dias que um liberal dá, de sua livre vontade, algo de borla ao estado, mas hoje não consegui evitar oferecer uma dica aos obreiros do Simplex: para quando a instalação de terminais de computador, extensões das conservatórias do registo civil, junto às portagens das nossas auto-estradas, e instituir a Certidão de Nascimento na Hora?

Quem sabe até como ponto de colheita de ADN para alimentar a futura base de dados do dr. Costa (o outro)?

Afinal, deve ser isso que o nosso ministro da saúde queria dizer quando disse que "só fechava se fosse para melhor", não é?

2007/09/03

Silêncio ensurdecedor

O do apoiante financeiro do CDS Jacinto Leite Capelo Rego sobre todo o affair PSD/Somague.

Ele que venha a público e que também ponha um vídeo no YouTube.

2007/08/28

Com um tipo chamado David e outro chamado Adam, estavam à espera de quê?

Conheceram-se em 1750, David Hume tinha então 39 anos e Adam Smith 27, e permaneceram amigos íntimos até ao final da vida - Hume faleceu em 1776, Smith em 1790.

A maior parte dos meus leitores já compreendeu onde vai desembocar a minha tese.

Durante os 26 anos que conviveram desde 1750 até à morte de Hume em 1776, Hume e Smith frequentaram os mesmos círculos literários, viajaram juntos e, sobretudo, moveram continuamente influências um em favor do outro, quer com o objectivo de favorecerem as suas respectivas reputações literárias, quer com o objectivo de conseguirem posições públicas de relevo. Quando Smith publicou o seu primeiro livro, A Teoria dos Sentimentos Morais, foi Hume que preparou o terreno e assegurou a boa receptividade da obra, escrevendo depois a Smith orgulhoso do seu trabalho. A carta denota uma cumplicidade entre ambos que não seria de esperar nos padrões formais da época.

Esta forma isolada e protegida da sociedade de agir e de manipular influências é bem conhecida, e não é de estranhar que muitas das teses que defenderam, relativamente à religião ou ao individualismo como motor de uma economia de mercado, fossem posteriormente adoptadas sem reservas pelos ideólogos do neoliberalismo que lhe sucederam.

A minha tese é a de que Hume e Smith eram judeus na clandestinidade. Apesar da informação anterior, eu não me sinto ainda capaz de confirmar - e muito menos infirmar - esta tese. Porém, se a tese vier a ser confirmada, eles podem bem ter estado no centro do primeiro lobby judaico da era moderna, bem como terão estabelecido as bases sobre a qual os ideólogos judaicos do neoliberalismo explanaram as suas teses.

2007/08/08

Exercícios mentais



South Park: Cartman joins NAMBLA

No seguimento do artigo anterior do José Barros, motivado pela insurgência do Carlos, também eu me senti motivado a dizer de minha justiça. Relembrando o contexto, o assunto em análise foi a participação de um grupo de adolescentes de idades compreendidas entre os 11 e 16 anos, acompanhados pelos seus pais, numa manifestação de orgulho gay. Acrescenta-se a esse facto (de acordo com o que é relatado no artigo original), a participação nesta de deficientes mentais homossexuais.

Dando de barato que acho profundamente idiota afirmações de orientação sexual ou activismo sexual e de liberdade sexual protagonizadas por pré-adolescentes de 11 ou 12 anos que ainda nem sequer têm as hormonas em ordem nem em grande parte a maturidade para perceber o que está em causa, sendo que concordo que tal não passa de pura instrumentalização (nomeadamente feita pelos paizinhos, os grandes idiotas da situação), o problema (e a meditação que terá que ser feita) é quanto a mim mais lato, e passa pela concepção das liberdades dos menores e dos direitos que (argumentativamente) advenham da paternidade, conjugados naturalmente com o devido entendimento da liberdade de expressão. Além disso, o meu julgamento é plenamente transitivo fosse outra a causa em apreço.

A contaminação nos raciocínios que deriva do facto de se tratar da causa fracturante da moda, e de todas as apaixonadas discussões que dela derivam, tolda a capacidade de se olhar para a questão com alguma distância.

O primeiro exercício é pensar o que aconteceria se a causa fosse outra, perfeitamente legítima no uso da liberdade de expressão. Se as criancinhas se reunissem em procissão, de cílicio bem apertado e escoltadas pelos pais da Opus Dei, professando a sua vontade de celibato e de entregar a vida a deus, a reacção seria a mesma? Se fosse uma qualquer seita advogando o suicídio colectivo, espontâneo e livre, e também se fizessem acompanhar das criancinhas cantando palavras de ordem, os julgamentos seriam os mesmos? Ou se fosse uma manifestação da NAMBLA ou da Vereniging MARTIJN, em que as criancinhas apoiassem as suas causas e/ou professassem o seu desejo e consentimento pessoal de "amor adulto" (eventualmente até em relação aos seus pais, que também estaria presentes), veríamos a mesma defesa do sucedido?

Quanto a mim, as situações enumeradas, como causas, não são diferentes: como manifestações públicas e por princípio são meros exercícios de liberdade de expressão, e desde que não envolvam actos proibidos por lei (independentemente do eventual juízo de iniquidade da lei), deverão ser todos igualmente livres e poder ter lugar.

A dúvida é na participação das crianças, naturalmente. Colocados os cenários anteriores, levantam-se as seguintes questões, que são para mim o cerne da questão:

  • Os menores são titulares das mesmas liberdades negativas que os adultos, numa acessão liberal absoluta e negativa destas? Naturalmente, inclui-se nestas a liberdade de expressão, nomeadamente exercida em toda a sua latitude, sem juízos de maturidade, de "apelo ao ódio ou ao crime" ou inclusivé de se materializar contra a vontade dos seus pais.
  • Até que ponto os eventuais direitos dos pais sobre os filhos são efectivos direitos (comparáveis ao de propriedade) enquanto estes forem menores? Inclusivé de contrariar a vontade expressa dos seus filhos, ou de os utilizarem e instrumentalizarem para as suas causas?
  • Até que ponto é que os tribunais devem poder intervir para (eventualmente) regular estas questões? Somente para assegurar a propriedade dos menores (sua integridade física, os seus bens pessoais), ou para que se possam dar garantias, em situações mais afastadas da norma de não estão a ser coagidos e limitados na sua liberdade? Ou relativiza-se a partir daí, criando-se causas, comportamentos e atitudes "bons", "maus", "próprios" ou "impróprios"? Ou "politicamente correctos" ou não.
Fica aberta a discussão.

2007/07/30

Falta-lhes um bocadinho assim...

Curiosamente, ainda não se viu no governo socialista, no respectivo partido ou no séquito de claques que vão pontuando aqui e ali, alguém a pedir que, dada a constatação do tamanho da afronta em curso ao próprio ordenamento constitucional que transpira das suas afirmações e palavras (com acusações de "ditadura" e de "separatimo" à mistura), seja assacada a Alberto João Jardim a sua responsabilidade política (afinal o mecanismo essencial da fiscalização democrática), apelando-se a que o Presidente da República assim que possa dissolva os órgãos do governo regional e convoque eleições antecipadas.

Afinal, é altura de dar o voto aos cidadãos madeirenses (e às pobres e oprimidas cidadãs que estão a ser vilipendiadas nos seus direitos), para que possam de lá democraticamente correr quem deve estar a prejudicar tanto os seus interesses.

2007/06/15

Se fosse eleito qual seria a sua primeira medida? (2)



Eu mudava a bandeira para como ela deveria ser. É um bocado triste quando se vê o ranking dos países mais ricos ver bandeiras em predominância azul-branco-encarnado no topo. E no fim da escala, os países verde-vermelho-amarelo. Já é altura de dar um choque na imagem.

Se fosse eleito qual seria a sua primeira medida?

- Privatizava a Caixa geral de depósitos

Desafio a arranjarem um medida completamente definida com um melhor rácio de "palavras"/impacto.