2008/05/26

A Bolha (2)



Bolha.. mas qual bolha? Até porque não existe nenhuma bolha no mercado de matérias primas! Não.. não é nada especulativo, isto ainda vai continuar a aumentar!

Obsoletos os moinhos de vento e painéis fotovoltaicos? Nem pensar, tem sido um investimento altamente rentável!

Especuladores e usurários (2)

Especuladores e usurários são os catalisadores do mundo. Quem trabalha todos os dias para que os bens sejam adquiridos por quem lhes dá mais valor e que o capital seja aplicado onde será mais rentável. Mais nada.

Plano estratégico MFL

(...) Ao Estado compete definir o quadro estratégico de desenvolvimento para o País e assegurar as condições para que os agentes económicos possam, com a sua iniciativa e o seu dinamismo, elevar o País a novos níveis de crescimento económico sustentado. (...)
Nós limitamos, taxamos e subsidiamos como entendemos. Mas vocês podem criar e produzir à vontade (sim Filipe, também me fez lembrar uns diálogos de "Atlas Shrugged").

E esta:
(...) Esse objectivo só pode ser atingido se o Estado, em vez de se comportar como um empecilho para as empresas, se empenhar no apoio ao empreendedorismo e à iniciativa privada. (...)
Uma apologia à "boa intervenção" do Estado. Vai continuar a fazer e a acontecer. Mas agora será diferente e para melhor. Agora é que o Estado vai resolver os problemas económicos e logo os problemas sociais.

Os textos foram retirados daqui. Tenho a dizer que no geral fiquei positivamente surpreendido mesmo que estas passagens não sejam as mais "sociais". Votarei no PSD de MFL se esta ganhar. Infelizmente o intervencionimo e dirigismo do Estado com todas as preocupações sociais benfazejas estão lá. Não há uma diferença nos objectivos para o PS de Sócrates. Apenas se propõe a fazer melhor. E não duvido que MFL faria melhor que o Engº Sócrates. Continuo no entanto a preferir uma candidatura que defende a alteração do Estado por princípio e independentemente de contingências e de aspirações "sociais".

Populistas!!!!

Porque é que esta proposta é má?

Não me interessa os nomes que lhe dão. Populista, demagógica ou whatever. O que me interessa é o seu mérito não o seu epíteto.

Qualquer redução de impostos vindo de quem se propõe a cortar a despesa e a reformular as funções do Estado é bem vinda e coerente.

Re: uma dúvida liberal

À dúvida liberal de Paulo Ferreira na câmara dos comuns apenas podem existir respostas baseadas em conjunturas dado que o mercado é demasiado complexo para ser explicado e antecipado.

Chamo a atenção para alguns factores que são pouco levados em atenção.

Em primeiro lugar há que colocar em questão as premissas do problema. Uma premissa é o facto de que o indicador de reservas estar no seu ponto máximo.

  1. O nível de reservas é calculado colocando no numerador as reservas conhecidas e economicamente viáveis e no numerador o consumo actual.
    O valor do petróleo tem a ver muito mais com o consumo futuro do que com o consumo passado. Factores como o crescimento cada vez mais confirmado da Índia e da China e o "não Aquecimento global" são levados em conta.
  2. Existe um factor conjuntural nos mercados financeiros. Existe uma deslocação de capitais dos mercados imobiliários. Uma das alternativas são as commodities. Investimentos neste mercado tornaram-se relativamente mais atractivos.
  3. O entorno político e regulatório à escala global. O movimento político e regulatório associado ao aquecimento global está a arrefecer acompanhando a tendência das temperaturas. Menos penalizações para o mercado e menos subsídios políticos para mercados alternativos, maior valor do petróleo. Mais consumo e menos concorrência de alternativas.
  4. A sustentabilidade do mercado continua a ser confirmada com a contínua descoberta de novas reservas, desenvolvimentos tecnológicos que permitem maior eficiência na extracção e transformação e a falta de competitividade das alternativas. A falta de credibilidade das alternativas é aqui um factor muito importante e que pode alterar todo o jogo no sentido contrário. O que aconteceu neste último ano com a subida do preço de bens usados para a produção de etanol apenas reforça o valor do petróleo.
De qualquer forma a resposta liberal no mercado é deixar o mercado funcionar com o mínimo de intervenção. Escassez relativa trará preços altos que por sua vez trarão alternativas e/ou redução de consumo. É como o mercado funciona, não há excepções à realidade.

Condicionamento industrial e os combustíveis

Como bem ensinou o Prof. Salazar e como bem aprenderam os sucessivos governantes que o seguiram nas últimas décadas uma das melhores formas de controlar um sector é regulando a entrada, manutenção e a saída de um mercado.

Todos podem participar no mercado de combustíveis em Portugal. Todos podem refinar. Todos podem ser grossistas. Todos podem ser distribuidores ao consumidor final. Desde que os diferentes ministérios, secretariados, juntas, institutos, vereações e associações concordem que os regulamentos estão a ser cumpridos. Desde que as licenças, taxas, impostos, incentivos, contribuições, comparticipações sejam pagas.

Querem que haja concorrência em preço? Não é suficiente que por decreto o preço seja livre. É necessário que removam as barreiras à entrada e a miríade de restrições ao funcionamento. Os nossos governantes verbalizam a preocupação com os consumidores e agem preocupados com os fornecedores.

A melhor frase que eu ouvi sobre este mercado:

"Acho lindamente que XXXX queira abrir postos. Mas porque é que quer abrir em YYYY, tão perto do posto ZZZZ? Seria facílimo, rápido e sem dificuldades nem inconvenientes para ninguem XXXX abrir em WWWW...depois queixam-se."
Podem abrir desde que não façam concorrência. Se quiserem fazer concorrência terão de ter paciência e pagar às pessoas certas para transformar essas dificuldades em facilidades.

Sem concorrência na oferta não há concorrência em preços.

PS: Não sei nem quero saber se o preço está demasiado alto ou demasiado baixo. Tenho a certeza é que não é um preço fruto de mercado livre...

PS2: Para mais referências técnicas ler sobre o velhinho mas sempre actual modelo de Hotteling

Especuladores e usurários

(...) "Quando um preço aumenta tal indica que esse produto se está a tornar relativamente mais escasso."

Esta afirmação elimina radicalmente o fundamento básico do capitalismo (selvagem): a especulação.

Retirado de um comentário de JPG ao texto de LA-C Impostos sobre os combustíveis
A face visível do capitalismo selvagem são estas duas figuras. Especuladores e usurários. Mas o que são?

Um especulador é aquele que compra porque acredita (especula) que vai conseguir vender com margem. Não compra bens porque precisa (precisar é uma palavra importante) destes para produzir outros bens ou para o seu próprio consumo mas sim porque acredita que é capaz de os voltar a vender por um valor superior.

Um usurário, ou em termos correntes, um banqueiro ou banco, padece do mesmo mal do especulador. Também não produz. O usurário acumula dinheiro (outra palavra importante) e cede-o. Em contrapartida não se limita a receber o dinheiro que cedeu mas exige (ainda outra palavra importante) uma quantia adicional, a usura. O usurário tal como o especulador não cria, mas uma vez, apenas intermedeia.

Estes intermediários são as figuras que minam o bom funcionamento do planeamento central "orientado para o bem do colectivo". O especulador lembra a escassez e que esta tem valor. Se acredita que o preço está baixo compra para vender ao preço que acredita que vai conseguir praticar. Lembra que o valor de um bem é independente da vontade do planeador central.

O usurário lembra que o dinheiro tem valor e que o mesmo dinheiro tem mais valor hoje que amanhã. Lembra que se o volume nominal de dinheiro aumenta mais do que o valor dos bens existentes que o dinheiro vale menos e quanto maior esta tendência menor o valor do dinheiro no futuro. O usurário lembra que quanto maior a incerteza do valor da propriedade no futuro mais vale a propriedade, e logo o dinheiro, hoje.

Nem especuladores nem usurários forçam outros a transacionarem com eles. Poderá o bemfazejo planeador central dizer a mesma coisa?

Os especuladores e os usurários são de facto os mensageiros do horror. Do horror que é a realidade para os amantes da colectivização e consequente planeamento central. Não entendem a realidade, fujam do horror, adaptem-se ou desapareçam.

2008/05/25

Só não se vão embora... (3)

Tens cabeça, conhecimento e vontade de trabalhar e arriscar? Queremos-te para te explorar e para te degradar. Queremos a maior parte do que és capaz de gerar e ainda por cima vamos lembrar-te o mais possível de que o que ganhas é imoral. Que ganhas mais do que a maioria acha que devias, que ganhas mais do que muitos outros, que ganhas mais do que o que precisas, que ganhas de mais, ponto. Se não quiseres ganhar tanto trabalha menos, trabalha pior, não penses, não faças e não arrisques. Se te limitares prometemos tirar-te pouco e quem sabe até te daremos.

À primeira vista podes não entender o sistema mas prometemos que com o tempo não só vais entender como vais ser o primeiro a defendê-lo. Quando deixares de pensar, de querer fazer ou arriscar vais estar preparado para ser o primeiro a não permitir que outros o façam.

Bem-vindo a Portugal. Um grande país não fossem os que ganham demais, um problema que está a ser resolvido.

Só não se vão embora... (2)

Alguns comentários ao post "só não se vão embora porque não podem":

" (...) Porque sinceramente "jovens talentos" que recebam salários desse montante em Portugal e não se sintam satisfeitos, gfazem cá tanta falta como "uma viola num enterro"."

" (...) Porque na realidade nua e crua, os jovens talentos com vencimentos dessa ordem que eu conheço são filhos ou "sobrinhos" do Patrão... (...) "

"(...) Obviamente que não será esta jovem que terá alguma angústia existencial em saber se emigra ou não. (...) "

Mentat

Um anónimo

" (...) 60000 brutos e vai-se embora? Deve ser mesmo genial. (...) "

qwerty

A minha primeira tentativa de resposta a estes comentários foi agressiva. Não fazia sentido. O melhor que posso dizer é que de facto pessoas com este perfil não são nem incomuns nem geniais e que com certeza não fazem falta a Portugal. A maioria dos Portugueses lembra-lhes disto quase todos os dias.

2008/05/24

Customers vs Súbditos



O que podem ver acima é uma multa de estacionamento emitida pela Polícia no Dubai. Se repararem, no canto inferior esquerdo é referido que esta é a cópia do cliente ("customer copy"). Para um português, parece ridículo ser tratado por um organismo público, especialmente sendo a polícia, como um cliente. O Português está habituado a ser tratado por contribuinte, infractor, beneficiário, nunca cliente. E, acreditem, as diferenças não estão só nas palavras.

Leituras adicionais: Os súbditos do poder, Would you expect?

2008/05/23

Para onde vão?

Em “Atlas Shrugged” a sociedade colectivizada cai à medida que os que criam, os que produzem e transaccionam se recusam a viver em e para uma sociedade imoral.

Gosto mais da visão “Austríaca”. Sociedades que são capazes de garantir mais liberdade aos indivíduos ficam mais fortes, crescem e são mais atractivas para os que criam, produzem e transaccionam. As outras, as que preferem manter o status quo imoral colectivista que destrói a liberdade e individualidade definham e morrem.

Em cada momento da história podemos ver quais são as sociedades mais livres. A liberdade é o maior chamariz para o ser humano. Basta seguir os movimentos migratórios.

Só não se vão embora os que não podem

O caso real de uma jovem:

  • Vencimento bruto anual: 60 000 Euros
  • Seg. Social (trab. @11%): 6600 Euros
  • IRS (@40%) : 24 000 Euros
  • Seg Social (empr. @23,75%): 14 250 Euros
  • Vencimento líquido (VL): 29 400 Euros
  • Custo Total para a empresa (CTE): 74 250 Euros
  • VL/CTE : 40%
60% do que a empresa está disposta a gastar directamente para que esta jovem trabalhe para ela vai para o Estado. O que fica pode levar a jovem para casa.

O que acontece aos restantes 40%?

Dado que tudo o que ganhamos será consumido mais cedo ou mais tarde temos que entrar em conta com os impostos sobre o consumo. Aqui o perfil de consumo pode levar a enormes variações. Hoje o peso dos transportes no consumo é altíssimo para algumas pessoas e para outras é muito reduzido. Mesmo assumindo uma taxa média baixa, 20%, temos que o estado ainda arrecada mais (29 400 – 29400/1,2) = 4900 deixando o indivíduo com 24 500 Euros depois de impostos.

O Estado português fica com 67% (100%-24500/74250) do que esta jovem deveria ganhar se recebesse todos os frutos do seu trabalho.

Para esta jovem as contas com o Estado só são saldadas em Setembro. De acordo com uma imagem usada muito hoje em dia apenas em Setembro esta jovem começa a trabalhar para si mesma.

Quando indivíduos de outras gerações se elevam com discursos palavrosos apelando para que os jovens talentos não saiam de Portugal deviam lembrar-se deste facto. O facto que os jovens talentos são explorados em Portugal por um Estado socialista que não escolheram. Não escolheram o Estado mas podem escolher onde vivem e onde desenvolvem o seu talento. E só não se vão embora os que não podem.

Descubram as Diferenças



Petróleo caro, e agora?

Não existe política governamental que possa fazer algo contra o esgotamento da energia barata. Resta a energia cara. Qualquer barato será um artifício contabilístico em que alguém pagará pela diferença.

Neste campo, de todas as soluções, propostas e políticas energéticas preconizadas, existe algo de comum entre elas: quando o Estado Intervém, Regulamenta, Propõe, Favorece, Proíbe, Restringe, em suma interfere de toda e qualquer forma no mercado energético, traz sempre consequências adversas e efeitos secundários piores do que o pretenso malefício inicial que se propunha corrigir.

Que deixe portanto os consumidores comprar e os produtores produzir. Se os deixar trabalhar sem se intrometer naquilo que não é o seu negocio, o estado presta o melhor dos serviços.

M(l)S junta-se a partido político?

Quando me perguntava se o M(l)S iria apoiar Passos Coelho recebi a resposta do Líder:

" (...) - José Sócrates não é Socialista, nem sequer é Social Democrata, parece-me mesmo mais um Liberal Social (...) "

Miguel Duarte
Estava a atirar ao lado, é óbvio.

Perguntas ao M(l)S:
  1. Quando é que o M(l)S vai ser oficialmente uma tendência do PS?
  2. Qual a posição da tendência Manuel Alegre e do seu milhão de eleitores?
  3. O que pensa disso a Internacional Liberal?
  4. Vai ser o PS a incorporar o (l) ou será o M(l)S a ficar sem ele?

2008/05/21

Taxiconomics (2)

Seguindo o mote de Joaquim no Portugal contemporãneo...

Dentro do paradigma actual o problema do mercado de serviço a Táxi é complexo. Podia ser de muito simples resolução, mas com o actual paradigma não é.

Hoje a estrutura de custos dos taxistas está em mercado aberto e concorrencial (tanto quanto é possível em Portugal), porém a estrutura de receitas é completamente regulada. Adicionalmente existem barreiras legais à entrada na oferta, que tanto quanto sei são fracas e poucas barreiras à saída dado que o activo principal é bastante transaccionável.

Dentro do paradigma actual o Estado tem de facto de ter em atenção à estrutra de custos do sector já que regula aos preços. Se a estrutura de custos se altera significativamente tem duas soluções. Ou repercute nos preços regulados ou tenta mitigar o impacto na estrutura de custos. Isto assumindo que quer manter o status quo de rentabilidade e de volume de oferta no sector.

Se não mexer nas variáveis de custos que controla(IA, IVA, ISP, PEC, IRC) nem nas tabelas de preços o que irá acontecer naturalmente será que o volume de oferta irá diminuir. Menos táxis e menos taxistas nas ruas.

Diminui receitas, aumenta preços de Táxis ou vê o sector a contrair. Nenhuma alternativa simpática.

A alteração de paradigma é simples. Porque não liberalizar os preços? Até pode deixar uma agência certificadora pública, a que cujos aderentes se comprometem a determinado nível de serviço e preços. Mas opcional. Os taxistas podem optar e os clientes também poderão optar. Se a estrutura de custos se altera-se o mercado adaptarse-ia, sem necessidade de intervenção do estado.

Nada disto é revolucionário e simplifica todo o problema. Basta mudar de paradigma. Em vez de perguntarmos o que é que o Estado deve fazer, devemos perguntar o que é que o Estado deve deixar de fazer.

2008/05/20

O liberal social de Passos Coelho

O social do liberal-social é apresentada de duas formas. A primeira por comparação ao liberal- económico, ideias que defendem o direito à propriedade privada, à contratualização e à livre disposição dos frutos do trabalho. A tal liberdade de costumes avessa a conservadores e causa tantas cisões em temas como a IVG, a eutanásia e a contratualização das uniões homossexuais. A segunda apresentação tem a ver com as funções sociais do estado, tem a ver com a defesa da intervenção do Estado em sectores como a Saúde, a Educação e a garantia de redes sociais.

Do que eu tenho lido e ouvido da boca de Pedro Passos Coelho parece-me que este tem sido bastante coerente nesta linha liberal-social. Liberdade de costumes e da disponibilização do próprio corpo. Estado presente nas áreas da Educação e Saúde, embora em concorrência com o mercado.

Não posso dizer que estou de acordo com tudo o que PPC defende. Já acreditei muito mais nas virtudes da intervenção do Estado em sectores como a Saúde ou a Educação, por exemplo. Considerando onde Portugal ainda está hoje e no que acreditam e defendem os outros candidatos, as ideias de PPC estão anos luz mais próximas de aquilo em que acredito do que as alternativas e estão próximas o suficiente do main stream político português para serem aceites em eleições gerais.

2008/05/19

Gripes

Fui só eu que fiquei espantado por o Engº Sócrates ter ficado melhor da Síndrome gripal que o atacou passada sexta feira depois de ter tomado um antibiótico?

Infelizmente não consigo recuperar a reportagem ao vivo da RTP...gostava de confirmar que foi mesmo isso que eu ouvi...

2008/05/16

Passos Coelho? (3) - Resolução

Na prática o meu apoio nestas eleições no PSD vale pouco ou nada. Nem sequer militante de base sou. Por outro lado o assumir de um apoio a um político para mim é uma coisa muito importante. Já tinha assumido preferências claras como no caso das últimas presidenciais. Dar o apoio a um político em Portugal nunca. Porquê então alguém tão alheado e com tão pouca importância declarar o apoio à candidatura de Passos Coelho?

O Rui de Albuquerque deu a resposta a esta pergunta:

(...) não devemos deixar de manifestar apoio expresso aos políticos que têm a coragem de defenderem publicamente as ideias em que acreditamos. Não são ideias fáceis de defender. Por outro lado, se os não apoiarmos, não nos poderemos queixar de que as nossas ideias não repercutem na política partidária. (...)
  • Porque de facto as ideias que Passos Coelho tem defendido dificilmente podem ser caracterizadas de populistas. Porque Passos Coelho teve a coragem de as colocar no ar sem “mas” nem pedidos de desculpa.
  • Porque enquanto uns insistem em dar mau nome ao nome liberal e outros se demarcam desta marca Passos Coelho assume-se como tal.
  • Porque alem do título vêm as ideias e a promessa de aposta em projectos e medidas fundamentais para a liberdade de todos e cada um de nós em Portugal.
Dou o meu apoio esperando que em 2009 possa dar o meu voto. Estou farto de votar em males menores.

2008/05/14

A Comunicação Social e os Políticos

Existe a ideia de que uma razão para a falta de envolvimento na vida pública, na política por parte é a exposição pública. O escrutínio exaustivo da comunicação social que leva à diminuição da privacidade, o que é intolerável por muitos.

Este facto é o pequeno preço da necessidade de informação dos eleitores sobre os representantes eleitos ou candidatos para a tomada de decisão. A democracia necessita desta informação para que as escolhas sejam minimamente fundamentadas. De forma a que os eleitores conheçam pelas acções e não apenas pela retórica os seus representantes.

Notícias como esta no Público não são para minimizar, têm impacto no futuro. Esclarecem os Portugueses sobre Sócrates e a forma relativa e discricionária como vê a aplicação das leis propostas pelo seu governo. Lembram os portugueses da necessidade de uma comunicação social livre e forte cumprindo o papel de contra-poder político.

2008/05/13

O Decisor e o Erro

Na continuidade do debate sobre a presunção de inocência, queria juntar mais umas postas. Algumas reflexões minhas que me levam a deixar de acreditar no sistema de due process, tal como se encontra actualmente montado, assim como no próprio princípio de presunção de inocência.

  1. O juiz (ou figura do sistema judicial em sentido lado), como decisor tem de tomar uma decisão relativa à condenação de um determinado suspeito, com base na informação de que dispõe. A sua decisão está sujeita a erro, e mais precisamente a dois tipos de erro:
    • condenar um inocente (Erro tipo I)
    • ilibar um culpado (Erro tipo II)
    Tudo se encontra montado para que todo e qualquer suspeito seja um inocente-porque-sim até que se encont