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2006/11/30

Eminent domain II

DENISE HOAGLAND likes to sit on her front porch, with her exuberant dog, and admire the Atlantic. The view is soothing when calm, awesome when stormy and makes the plot on which her modest home stands rather valuable. She does not want to move, but the local government has told her that she must. The city of Long Branch, New Jersey has labelled her neighbourhood blighted—which it plainly is not—to justify seizing it and transferring it to a developer who wants to erect luxury apartments there. That suits the authorities: swanky condos would yield more taxes. But the people whose houses are to be bulldozed are furious. “Hands off our homes” signs abound on the street where Mrs Hoagland lives. Another reads: “Mayor—Thou shalt not covet thy neighbour's land.”

Since property rights are one of the foundations on which America's immense prosperity is built, it seems odd to undermine them. The framers of the constitution understood this well. True, the fifth amendment allows the government to take private property, but only for public use and so long as just compensation is paid. Public use has long been understood to mean what it says: a road, a public school or the like. Few would dispute that the state needs a tool (known as the power of eminent domain, or outside America as compulsory purchase) to prevent a lone homeowner from blocking an interstate highway.

[...]

But second, Kelo provoked a backlash. Most Americans are repelled by the idea that the state might take your house and give it to Donald Trump. (This is not rhetoric: New Jersey once tried, unsuccessfully, to seize someone's home because The Donald needed somewhere to park limousines outside one of his casinos.) Since the Kelo ruling, no fewer than 34 states have passed laws or constitutional amendments aimed at curbing the abuse of eminent domain. At the mid-term elections, voters in ten states approved measures curbing politicians' power to seize private property, all by wide margins. Only two ballot initiatives failed, in California and Idaho, and that because they clearly went too far. Re-worded, they could easily pass.
Por sugestão anónima em comentário ao artigo anterior, aqui fica a referência para os artigos de fundo da The Economist sobre a temática e suas repercursões:

2007/03/13

Direito de propriedade

The villa now stands alone in a 30ft deep man-made pit in Chongqing city, reports Jinbao Daily.

The Chongqing Zhengsheng Real Estate Company wants to turn the area into a £40m 'Broadway' square, including apartments and a shopping mall.

But the owner of the villa says he won't move out unless the company pays his price - the equivalent of £1.3 million.

[...]

"He wants 20 million yuan, or he'll stay till the end of the world."

Ananova, via Boing Boing.
A notícia fala practicamente por ela própria. Mas o mais estranho, eventualmente, é que os factos relatados aconteçam na China, e não no nosso Ocidente suposto defensor da propriedade privada, entregue ao jugo do eminent domain e das expropriações mais ou menos selvagens.

2006/11/30

Eminent domain IV

The Bolivian Senate has approved a controversial reform bill proposed by President Evo Morales to redistribute under-used land to rural communities.

[...]

It could lead to the redistribution of up to 20m hectares of land to the poor.

Big landowners oppose the move, saying it will destroy Bolivian agriculture, and have threatened to use force to defend their property.

BBC News.
Evo Morales segue a todo o vapor, na senda de se juntar a outros grandes arautos da reforma agrária.

Eminent domain III

A muito apropriadamente (e sem duvida original) denominada PISTOL (People's Initiative to Stop the Taking of our Land).

2006/11/29

Eminent domain

Sobre a problemática das expropriações, no seguimento da sequência de artigos do António Amaral na Arte da Fuga (1, 2, 3) e das decisões recentes da Justiça americana, aqui fica transcrito um artigo meu da altura em que a decisão mais recente relevante ao estatuto passou no Supremo Tribunal dos EUA (relativa ao caso também referido pelo AA Kelo v. City of New London), e que inclui ligação para as declarações de voto dos seus membros:

O Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos, de acordo com notícia no Plastic (com links para as declarações de voto dos juízes) e no Slashdot, decidiu tangencialmente com uma votação de 5 contra 4 que é legítimo ao poder local expropriar propriedade privada de modo a abrir caminho à iniciativa comercial privada, alegando na sua interpretação que tal comportamento previligia o interesse público pelo incremento de receitas fiscais potencial e pelos serviços adicionais prestados ao público.

Tal decisão é sem dúvida um dos atentados mais graves que conheço nos últimos tempos ao direito à propriedade, ainda mais vindo de um país supostamente civilizado, e um alegado Estado de Direito que sempre publicitou o seu respeito pela iniciativa e propriedade privada como um dos seus principais bastiões.

Sem dúvida que procedimentos semelhantes, na prática, são conhecidos cá pelo nosso pequeno burgo, em que propriedade é muitas vezes expropriada pelos nosso municípios a "preço de ocasião", alegando interesse público, por exemplo a construção de infrastruturas como escolas e equipamentos, e que acabam principescamente vendidos e ocupados com desde centros comerciais a estádios de futebol, com dúvidas e rumores sempre prevalecentes em relação aos contornos desses negócios, nomeadamente quem lucra o quê. Mas se isso, de acordo com o nosso enquadramento legal, pelo menos na teoria, seria somente motivação para possíveis pedidos de indemnização e/ou casos de crime de tráfico de influências e de apropriação indevida de dinheiros, o conferir num Supremo Tribunal de um poder de intervenção destes a autoridades públicas, em última instância como veículos de interesses privados, ainda mais em oposição com outros interesses privados estabelecidos é, quanto a mim, simplesmente escandaloso.

Algumas questões que me ocorrem em relação à decisão:

  • O que é o "interesse público"?
  • Arrasar propriedade privada que já rende impostos e providencia serviço publico por outra que renda mais é legítimo?
  • Que mecanismo é que impede que haja corrupção do poder local (estamos a falar de um país onde o lobbying é legal e onde todo o político que se preze tem a sua "fundaçãozinha..."), na tomada das respectivas decisões arbitrárias de "interesse público"?
  • O que é que impede que o poder local não estabeleça acordos por baixo da mesa para arrasar alguns bairros eleitoralmente mais "difíceis"?
  • Afinal existe "propriedade de 1ª" e "propriedade de 2ª"?