2009/07/29

simplificação do sistema fiscal

Eu penso que da simplificação do sistema fiscal pode surgir algum
alívio fiscal para os cidadãos.
(Manuela Ferreira Leite)


Ela pensa isso e eu estou convencido disso. Claro que tudo depende do
que ela entende por simplificação e ficaria muito surpreendido se ela
defendesse o fim das taxas progressivas. Mas qualquer coisinha nesse
rumo já era muito bom.

Já agora, e ainda que não seja trivial, não é assim tão difícil explicar
que uma taxa única de IRS, baixinha, é bom para <i>todos</i>. É que, por
muito boas intenções que tenham as taxas progressivas (taxar os ricos
para redistribuir pelos pobres), elas não funcionam nesse sentido e
acabam por ter um efeito oposto. Há formas diferentes de conseguir a tão
almejada redistribuição (que defendo, embora não nos moldes usuais).

Um bom exemplo da perversidade das taxas progressivas está aqui
<http://oinsurgente.org/2009/07/28/progressividade-fiscal/>. Aposto que
muita gente se vai surpreender.

De qualquer forma, mais 2 ou 3 destas de Manuela Ferreira Leite e
mando-lhe um ramo de flores com um pedido de desculpas por este post
<http://small-brother.blogspot.com/2009/07/mediocridade-campanha-de-caracter.html>.

2 comentários:

Nuno Cravino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nuno Cravino disse...

O único problema das taxas progressivas por cá é não serem lineares na distribuição relativamente ao rendimento(coisa que não costuma acontecer nos sistemas de escalões que de qualquer modo são dispendiosos em termos de manutenção) e também se pensar que existe apenas um método de aplicação de taxas progressivas.

Podemos ir para uma taxa única mas terá de ser suficiente para manter no mínimo a safety net a funcionar e não tem efeito algum na prevenção de corrupção fiscal ao contrario de outras alternativas