2008/08/11

A Bolha (3)



De facto, o meu palpite estava certo. Mesmo com uma guerra a decorrer no Cáucaso por causa do controlo do petróleo regional, no dia em que a Rússia encaminha o seu exército para a capital Georgiana, o petróleo fecha em queda de quase 2%. Havia de facto uma bolha das commodities. Acabou-se a euforia das renováveis. Os obsoletos moinhos de vento espalhados pelo país todo com preço bonificado vão encarecer de modo duradouro a factura eléctrica dos consumidores, assim como os exorbitantes painéis fotovoltaicos, que nem com o petróleo a $500 seriam rentáveis. As inúteis pás rotativas, e os espelhos virados para o céu ficarão erigidos como monumento à estupidez humana. No futuro explicaremos às crianças como foi um erro dos governantes do passado, e que metade da factura eléctrica é gasta para produzir uma fracção de energia que só dá para carregar o nokia.

3 comentários:

Tarzan disse...

Caro Filipe,

acho que a queda do preço tem mais a ver com a retracção da procura que com uma bolha especulativa. Até os economistas mais mercadó-cépticos são dessa opinião (http://krugman.blogs.nytimes.com/2008/06/23/speculative-nonsense-once-again/).

Se quiser espreite também este meu post sobre o assunto.
http://caldeiradadeneutroes.blogspot.com/2008/08/volatilidades.html

Carlos G. Pinto disse...

Tanto antes como depois, as reservas mantêm-se mais ou menos estáveis. Se a subida do petróleo se devesse a especulação as reservas teriam aumentado. Tal não aconteceu quando o petróleo estava a subir. Da mesma forma que não houve grandes alterações na forma como os produtores gerem as suas reservas subterrâneas. Será assim tão difícil de aceitar, que a procura tem o papel fundamental aqui?

José, o Alfredo disse...

É sempre bom ver o que um especialista tem a dizer sobre monumentos à estupidez humana.