2007/06/20

Sonnet du Trou du Cul (2)

Tradução minha do soneto anteriormente postado


Escuro e enrugado tal um cravo cor púrpura
Respira humildemente agachado entre a espuma
Ainda humedecido de amor após a doce fuga
Nádegas brancas até ao âmago da sua orla

Filetes semelhantes a lágrimas leitosas
Choram sob o vento que os repele
Por entre pequenos coágulos de ruivas margas
Para enfim se perderem onde o declive os chama

O meu sonho conflui com a sua ventosa
A minha alma ciosa do coito material
Fá-lo rubro ninho de lágrimas e gemidos

É oliva desfalecida, e o afago tubular
É o orifício onde descende a pralina celeste
Canaã feminina no orvalhado recinto

1 comentário:

Vasco Trappola disse...

´Tou chocado! :P