2007/06/20

Da liberdade de ensino

Um sistema de ensino focado no ensino do pensamento crítico eliminaria todos os preconceitos porque os próprios alunos adquiririam a capacidade de pensar criticamente em relação a tudo o que fosse dado como certo. O problema do pensamento crítico é que só reconhece a autoridade da Razão e rejeita todas as formas de autoridade impostas pelo poder. Não é por acaso que o ensino em Portugal evoluiu da de um ensino que servia para transmitir os dogmas tradicionais para um ensino que serve para transmitir os dogmas modernos. Quem tem o poder não tende a estimular o pensamento crítico que pode pôr esse poder em causa.

João Miranda

3 comentários:

Filipe Melo Sousa disse...

Tal e qual. É deste modo que obtemos geração após geração fornadas de pessoas endoutrinadas a crer que não o são.

Junq disse...

Um pérola que só poderia vir um a pessoa formada sem preconceitos nas melhores escolas. Aliás tem uma vocação única para o débito de máximas iluminadas.

José Carrancudo disse...

Um de (dois) maiores problemas do nosso ensino, é que para impor o pensamento crítico, foram expurgados os exercícios de memorização dos currículos, eliminando deste modo todo e qualquer pensamento, impossível sem os conhecimentos memorizados.

O País está em crise educativa generalizada, resultado das políticas governamentais dos últimos 20 anos, que empreenderam experiências pedagógicas malparadas na nossa Escola. Com efeito, 80% dos nossos alunos abandonam a Escola ou recebem notas negativas nos Exames Nacionais de Português e Matemática. Disto, os culpados são os educadores oficiosos que promoveram políticas educativas desastrosas, e não os alunos e professores. Os problemas da Educação não se prendem com os conteúdos programáticos ou com o desempenho dos professores, mas sim com as bases metódicas cientificamente inválidas.

Ora, devemos olhar para o nosso Ensino na sua íntegra, e não apenas para assuntos pontuais, para podermos perceber o que se passa. Os problemas começam logo no ensino primário, e é por ai que devemos começar a reconstruir a nossa Escola. Recomendamos vivamente a nossa análise, que identifica as principais razões da crise educativa e indica o caminho de saída. Em poucas palavras, é necessário fazer duas coisas: repor o método fonético no ensino de leitura e repor os exercícios de desenvolvimento da memória nos currículos de todas as disciplinas escolares. Resolvidos os problemas metódicos, muitos dos outros, com o tempo, desaparecerão. No seu estado corrente, o Ensino apenas reproduz a Ignorância, numa escala alargada.

Devemos todos exigir uma acção urgente e empenhada do Governo, para salvar o pouco que ainda pode ser salvo.

Sr.(a) Leitor(a), p.f. mande uma cópia ao M.E.