2007/06/27

Concordo

A Dra. Lança está, digamos, a sodomizar-nos intelectualmente e à bruta... - Anónimo

E quanto à saúde pública, sempre preferi a privada.

4 comentários:

Carlos Guimarães Pinto disse...

1- Acredito piamente que pessoas que se envolvam em sodomia recorrentemente tenham em média uma esperança de vida inferior.
2- Não acredito que a relação seja directa. Simplesmente, deverá haver uma relação entre a prática de sodomia e libertinagem sexual que causa um conjunto de doenças resultantes dessa libertinagem sexual que reduz a esperança de vida.
3-É uma questão privada, ninguém tem nada a vêr com isso. Mas também não vi a Patrícia Lança a apelar à proibição do que quer que seja.
4- A posição moral, se a for, é perfeitamente aceitavel, e não faz dela menos liberal.
5- O assunto deve ser o mais fácil de ridicularizar. Eu próprio tive que me conter muito. Mas também pode ser discutido seriamente. E aí as questões que se colocam serão:
i) É ou não o anús um orgão sexual? Sim, tal como o resto do corpo.
ii)Há ou não problemas potenciais de saúde acrescidos pela penetração do anús em relação às práticas mais vulgares? Parece-me que sim.
iii) Terá isso reflexos relevantes na esperança de vida de quem pratica sodomia? Duvido.
iv) É uma questão de saúde pública? Não, é uma questão privada.

JB disse...

4- A posição moral, se a for, é perfeitamente aceitavel, e não faz dela menos liberal. - Carlos

Caro Carlos,

Calma. Eu disse que a posição da Patrícia Lança não era liberal? Que diabo, um texto para ser gozado não precisa de ser iliberal. E por falar em gozo com coisas sérias, basta dizer que o director do Insurgente postou uma bonita foto de um macaco a ter sexo com o porco, o que seguramente o deve ter excitado e divertido muito.

Um abraço,

JB disse...

Quanto à questão séria, não é preciso ser sexólogo para se perceber que comportamentos de risco são comportamentos de risco. Mas para isso, e com o devido respeito, não precisamos dos "insights" da Patrícia Lança. Quem anda à chuva molha-se, seja homo ou hetero.

SMP disse...

Caro Carlos:

Sinceramente, tenho muitas dúvidas que o apelo à «saúde pública», ao «grave flagelo» e ao «problema médico-social» não tragam implícita uma vontade de proibição. Tenho ainda mais dúvidas que, do ponto de vista da Dra. Lança, a questão seja uma mera profissão de moral, porque nesse caso não seria necessário recorrer a esse tipo de argumentos - e, em boa verdade, seria até inútil discutir a questão. Mas, evidentemente, o benefício da dúvida terá de ser concedido à autora do post.

Fica, de qualquer forma, uma sensação de inutilidade quando se debatem questões morais (concedendo que a autora as vê como morais): a moral é pessoal, e do meu ponto de vista não tem o suficiente de racional para sobreviver a um debate dialético.