Mostrar mensagens com a etiqueta em abril é novembro que me parece baril. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta em abril é novembro que me parece baril. Mostrar todas as mensagens

2007/04/30

Leituras

A ler, Programa do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores e Comunismo versus nazismo e fascismo, pelo João Miranda no Blasfémias, e A ignorância liberal, por João Rodrigues no Ladrões de Bicicletas.

Porque torna-se cada vez mais premente compreender que a divisão entre esquerda e direita, herdeira da escolha de cadeiras no aftermath da Revolução Francesa, está cada vez mais morta e faz cada vez menos sentido.

2007/04/25

Dia número 115, que por acaso é feriado

Pensei em escrever qualquer coisa sobre o 25 de Abril.

Mas depois lembrei-me da Procuradoria Geral da República, da ERC, do ministro dos assuntos parlamentares, da ASAE, da comissão de carteira dos jornalistas, da Direcção Geral de Contribuições e Impostos, da Comissão Europeia, da Caixa Geral de Aposentações, do "bom nome" antes da verdade, da Constituição da República Portuguesa, da Ordem dos Advogados, do Serviço Nacional de Saúde, da Educação, dos regulamentos europeus, do Carmona Américo Tomáz Sampaio Cavaco, e achei que não valia a pena.

2007/04/24

A porta da rua é a serventia da casa

Numa doce ironia e reviravolta, Pedro Arroja sai do Blasfémias em véspera do 25 de Abril (pelo que pelo menos temos uma razão para juntar às poucas que temos para comemorar a data), de cravos na mão e imbuído de espírito revolucionário.

Se calhar (tenho dúvidas), aprendeu que, assim como algumas ditaduras caem de podres, também há estratégias, retóricas e ideias às quais isso também acontece.

Para trás fica uma sucessão de artigos em progressiva degeneração, uma recorrências de fétiches, um insistir numa mesma tecla que todos (excepto o seu inner circle, consumação do espírito de bajulação e de comandita tão típico de muitos portugueses) viram desmontados e descredibilizados, muitas das vezes em termos arrasadores, e que caminhavam firmemente no sentido da anedota. Um testemunho da impossibilidade em assumir uma derrota (honrosa) intelectual face a argumentos mais fortes. O viver na ilusão de que a sua posição só pode ser refutada por substituição por uma tese melhor (aos seus olhos, e pelos seus argumentos).

Concretamente, na sucessão de artigos de Pedro Arroja, verificou-se que o suposto manto de seriedade degenera não numa discussão elevada em termos intelectuais (da qual PA sistematicamente foge) mas para estratégias de vitimização paralelas (veja-se a sua "púdica" fuga sistemática, entretanto abandonada, deixando o trabalho aos "fiéis escudeiros", para a condição de "insultado" e de "vítima") ou para falácias de autoridade pessoal que (reconhecidamente) não lhe é conferida.

Foi inequívoca a degradação do nível das caixas de comentários dos seus artigos, principalmente face à comparação com a memória do que acontecia com discussões acaloradas do passado no mesmo local, que nunca deixaram na generalidade de manter a elevação.

Ao pactuar com (e até enaltecer) uma atitude de conflito e insulto sistemático, e com um nivel de taberna como qualificativo e apanágio dos comentários aos seus artigos, a presença que se prometia como mais-valia de Pedro Arroja confirmou-se, em grande medida, como um bluff.

A própria caixa dos comentários do artigo de despedida é o apanágio do que se estabelecera como rotina: conteúdo, nada; somente uma sucessão de trocas de insultos e de desvarios chorosos das carpideiras, órfãs do estatuto efémero e fictício estabelecido pelo antigo regime. Na altura em que escrevo este artigo, já ultrapassa largamente os 500 comentários.

Muitos, escudam-se em acusações de "censura" e de "agressão à liberdade de expressão". Esses são os que perceberam poucas das palavras que foram escritas no passado naquela casa sobre propriedade e sobre essa liberdade de expressão. A liberdade de expressão, para os homens livres, não é um direito positivo. Pedro Arroja mantém toda a liberdade de abrir um novo blog onde bem lhe entender, e continuar com o exacto mesmo discurso que praticava até ao momento em que saiu. Na casa dos outros não há direitos adquiridos.

A censura é algo que somente faz sentido ser definido, do ponto de vista liberal, quando é exercida por um estado, no abuso do seu poder coercivo. Se calhar, no abuso da autoridade autoritária que tanto enalteceu nos seus artigos.

E fica mais uma vez provado que as organizações liberais e livres também têm capacidade de regulação. Que não são necessárias "proibições" ou afirmação de direitos positivos avulsos.

Saiu pelo seu pé, ou no exercício de legítimos direitos de propriedade. A sucessiva descridibilização e desvalorização do produto "Blasfémias" teve as suas consequências naturais, forçando a reorganização e a reacção espontâneas. Os accionistas falaram.

Agora, chegou o momento de voltar a dar provas por si, e não de continuar a parasitar os demais colegas de blog e comentadores.

Já foi tarde.