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2008/06/02

Privatizar CGD

Um conjunto de razões para privatizar a CGD :

A primeira razão é a de que o Estado não pode regular de forma minimamente eficiente e eficaz o mercado financeiro enquanto tiver um interesse tão forte como fornecedor.

A segunda razão é a de que o Estado não precisa de deter um banco para cumprir com qualquer uma das funções que lhe são atribuídas pelos grandes partidos portugueses, PSD e PS, incluindo funções sociais e de redistribuição da riqueza.

A terceira é a de que a CGD, como grande investidor e como grande financiador intervem em variadíssimos mercados. Esta intervenção, feita em enormíssima escala, embora seja feita por uma entidade detida a 100% pelo Estado português tem uma gestão que é completamente opaca para os eleitores e sem garantia nenhuma de equidade no tratamento dos cidadãos.

A quarta é que é um mau investimento para o Estado. A CGD é banco com baíxissima rentabilidade de capitais. Existirá quem consiga gerir melhor este banco, mesmo com um regulador menos cooperante, e capaz de pagar um prémio adicional sobre a rentabilidade que o Estado portugues consegue retirar de lá.

Um conjunto de razões para privatizar o mais rápidamente possível:

Do primeiro ao último lugar para acabar o mais rapidamente possível com todos os problemas acima anunciados. Razão suficiente.

PS: O esforço que fiz para não usar calão neoliberalfascistaeconomicista neste post...

2007/10/01

A minha casinha (4)

Fernando Ulrich aparece na segunda página do Expresso. Na coluna da esquerda onde se evidenciam os bons e os maus momentos da semana e respectivos protagonistas FU é o único em baixa.

Porquê? Porque fechou um fundo imobiliário, enviando os sinais "errados" ao mercado.

Os preços dos imóveis aguentam-se em Lisboa com a captura da oferta. Isto só é possível se os principais proprietários estiverem alinhados. Isto é facilitado dado que entre o estado, a CGD, BCP e os BES (e respectivas seguradoras) estão concentrados a maioria dos imóveis devolutos bom como a gestão do crédito a habitação. Isto enquanto se entenderem e não começarem a enviar eles próprios sinais "errados" ao mercado.