2009/07/29

simplificação do sistema fiscal

Eu penso que da simplificação do sistema fiscal pode surgir algum
alívio fiscal para os cidadãos.
(Manuela Ferreira Leite)


Ela pensa isso e eu estou convencido disso. Claro que tudo depende do
que ela entende por simplificação e ficaria muito surpreendido se ela
defendesse o fim das taxas progressivas. Mas qualquer coisinha nesse
rumo já era muito bom.

Já agora, e ainda que não seja trivial, não é assim tão difícil explicar
que uma taxa única de IRS, baixinha, é bom para <i>todos</i>. É que, por
muito boas intenções que tenham as taxas progressivas (taxar os ricos
para redistribuir pelos pobres), elas não funcionam nesse sentido e
acabam por ter um efeito oposto. Há formas diferentes de conseguir a tão
almejada redistribuição (que defendo, embora não nos moldes usuais).

Um bom exemplo da perversidade das taxas progressivas está aqui
<http://oinsurgente.org/2009/07/28/progressividade-fiscal/>. Aposto que
muita gente se vai surpreender.

De qualquer forma, mais 2 ou 3 destas de Manuela Ferreira Leite e
mando-lhe um ramo de flores com um pedido de desculpas por este post
<http://small-brother.blogspot.com/2009/07/mediocridade-campanha-de-caracter.html>.

2009/07/28

duas verdades liberais

Hoje aprendi duas coisas ao ler O Afilhado:

(1) que o liberalismo é uma das "três grandes ideologias que obtêm a simpatia do eleitorado". Achei especial piada à parte em que, na mesma frase, se mistura "simpatia" e "liberalismo".
e que
(2) O liberalismo ou é económico (CD, PSD, PS) ou é social (PS, BE).

Vá mas é insultar a avozinha.

purga no BE?

Uma vez comunistas, para sempre comunistas.

Os militantes mais conhecidos da Política XXI, o grupo de
dissidentes do PCP que se juntou aos trotskistas e à
extrema-esquerda albanesa para fundar o BE, foram afastados das
listas de deputados às eleições para a Assembleia da República. O
caso mais conhecido é o de Daniel Oliveira, cujo afastamento se deu
após uma inflamada sessão de crítica e autocrítica ao melhor estilo
albanês.
(Câmara Corporativa, Miguel Abrantes
<http://corporacoes.blogspot.com/2009/07/o-pais-visto-de-bruxelas-1.html>)

coisas com piada

Tal como André Abrantes Amaral diz no Jamais, tem muita piada alguém no Simplex dizer que "o mais que o Estado pode fazer - e está longe de ser pouco - é criar condições que estimulem o emprego privado".

Back to the Future

The current economic crisis has highlighted, for the unbiased observer, the obvious threats posed to a small, peripheral country, which dreamt, one day, of becoming a major player among the European sharks.

At the present time, and with the available info, I’d like to state with proper emphasis, that it is recognisable a major trend on the Portuguese evolution, mainly on economic grounds.

Some other day, I was stating that this particular environment requires some knowledge in several human interaction fields, such as history, psychology, even sociology. Why? Because no single expert will be able to explain the full extent of measures and events that will take place.

So, forwarding the facts:

1. The current balance deficit, in addiction to the major institutions and families’ debt, clearly show that the republic is becoming default prone (over 200% growth predicted for the year).

2. The short term debt is growing faster than the capacity to repay loans interest (7.3B in the last 6 moths).

3. The current Portuguese rating is obviously misjudged, hidden by the more expansive policies from both the US and UK, only to be adjusted on the day before the first auction failure (remember Lehmann Bros).

4. The monetary option (entering the euro) confirmed that the state burden on the real economy and overall lack of competitiveness removed any chance of survival without severe measures, including massive layoffs and pay cuts (in Iceland, this meant a plunge in living standards of 20 to 50%).

5. The unemployment rate is soaring into an historical rioting level, nearing 2 digits. To the obvious excess of government spending, this adds the radical loss of tax revenues (21% in the last 2 quarters).

This probably makes the independent minds reach a wide consensus in the conclusions. We won’t make it without some sort of UE bailout.

In my view, that trend means that all financial institutions as well as the republic it self will collapse. Like I said earlier, you’ll have to study in order to predict or at least understand the multiple (and uncontrollable) reactions to these striking events.

It would be wise not to get fooled by the fireworks politicians use, both in difficult times, and when nearing general elections.

Since I found the mindset to write so many words, I’d like to advise you to read a lot, to be wary and to find a way to secure both assets and goods. Prepare for the worst, but hope for the best.

It’s not that knowledge or compassion should stop at the state boundaries. It’s just that we are in an awful shape. So now you can’t say you haven’t been warned.

2009/07/27

momento pacheco pereira (II)

Hoje deu-me para isto.

Acabei de ver no rodapé (que, no fundo, não roda nem pé, mas sobe) da
RTP1, no telejornal, memso antes da piscadela marota do fulano, isto (de
memória):

linha 1: Tráfego decuplicou
linha 2: Zeinal Bava atribui ao programa e-escolas

Já agora, eu não tenho dados sobre Portugal, mas, mais uma vez de
memória, o tráfego a nível mundial tem crescido (no máximo) a 100%/ano
(dizem que é 60%). Mesmo dando de barato os 10x: quanto a ser
consequência do e-escolas, não me insultem.

Brujas 2 : Nos-las-hay 0

momento pacheco pereira

Já estou a ver o telejornal da rtp1 há 35 minutos. E tenho de confessar
que mais parece campanha do PS.

alinhamento, por memoria
- o milhão de computadores e-escola, com o Zeinal Bava a passar a ideia
de que foi por causa disso que o tráfego da Internet decuplicou
(recuso-me a acredita, sequer, que tenha decuplicado)
- campus industrial em setúbal, da antiga Renault, que há 10 anos estava
desocupado mas agora já tem 6 empresas, incluindo uma qualquer que vende
peças à Boeing
- depois a camapnha de António Costa com os buzinões a Santana Lopes (!)
- agora que Sócrates foi à net conversar com bloggers

Mas eu nao acredito em brujas, atenção.

2009/07/26

mediocridade, campanha de carácter, afinações

Parece-me compreensivel a falta de programa do PSD até agora. É que, dentro da mediocridade da política portuguesa, Manuela não tem nada de realmente novo para propor. É, essencialmente, mais do mesmo. As contas públicas são um bom exemplo da falta de assunto: MFL, no poder, faria exactamente a mesma coisa, salvo TGVs e PMEs.

Mas convenhamos: é tudo a mesma coisa. São duas personalidades que já estiveram no poder, já se sabe o que pensam, e mais 2% de segurança privada menos 2 biliões em pontes sobre o Tejo, é sempre a mesma coisa.

São eternos governos de microgestão que acham que, no essencial, Portugal até está "benzinho", restando apenas afinar.

Aliás, dentro desta mediocridade, Sócrates até foi um bom primeiro-ministro: pôs o défice bem abaixo dos 3% (a questão do défice em 2009 não colhe, como o PR disse na Áustria), quase criou 150 000 empregos, está alinhadíssimo com a Europa (fez o que todos os governos europeus fizeram em relação à crise, impulsionou o Tratado de Lisboa), atirou dinheiro para cima de pobres (estatisticamente, e nada mais, reduzindo a pobreza), reduziu listas de espera em hospitais e fez efectivo enforcement da regra 1:2 na contratação pública. Finalmente, na educação aproximou-se de algo que se pode já chamar de reforma. Correu mal, mas não só merece louvores como é preciso reconhecer que apenas a firmeza de um Sócrates com síndrome de Narciso poderia aguentar 4 anos de manifestações, Carvalhos da Silva e FNEs.

Que fique claro que nao estou a fazer um elogio a Sócrates; a defender um ou outro, falo-ia primeiro a Manuela, até porque tenho tendencia para votar à direita.

Para outro exemplo: alguém acredita que Sócrates ou Manuela vão mudar os pilares da Justiça? Não vão, vão apenas criar novos mapas judiciais, abrir mais vagas para juízes, promover o uso da pulseira electrónica em vez de prisão preventiva, etc. Nada de realmente novo, apenas ajustes.

É dentro desta perspectiva que a campanha se vai centrar em questões de carácter. Não há mais nada para discutir. Quem é que precisa de programas para isto? Manuela sabe isso e disse-o, o que só lhe dá credibilidade, paradoxalmente. É infeliz, mas valha-nos a honestidade.

Uma é merceeira, o outro é Narciso. Os religiosos votam em Sócrates, os poupadinhos votam em Manuela. Ou seja, a questão é escolher o menos mau e o que inspira mais confiança em termos de confiança política e coerência de execução de políticas medíocres. E aqui dou uns pozinhos adicionais a Manuela que me parece que veste a camisola da selecção e não quer mais nada do que deixar a sua marca num país melhor(zinho).

E depois queixem-se que o BE consolidou os dois dígitos. Ao fim de 30 anos de ténis em terra batida, a ver a bola andar de um lado para o outro, as pessoas vão ao bar e já não saem de lá.

2009/07/25

aposto que é socialista

2009/07/24

comparações simplexes

No simplex comparou-se 'empregos criados pelo PS' com 'empregos destruidos pelo PSD'.

Para a semana, comparar-se-á 'número de óbitos no governo PSD' com 'número de recem-nascidos no governo PS'.

jamais simplex

nota aos queixinhas: a ordem do titulo é alfabetica e nao pressupõe nenhum tipo de favorecimento. Nao me metam no fogo cruzado pq eu estou noutra.


Nao sei se é de mim; mas esta campanha está interessantíssima. O debate está muito saudável e construtivo, ainda com os inevitáveis papismos, infantilidades e corninhos (de parte a parte).

Da minha parte, fico à espera de um "SIMmais..." que malhe* nos dois.



*(c) Augusto Santos Silva

2009/07/23

a campanha do nada do PSD

Ainda que "ninguém" leia os calhamaços dos programas dos partidos, não é
aceitável que o PSD contribua para essa situação. O programa haveria de
sair até ao fim do mês. Ainda que "ninguém" os leia, há quem leia por
nós (e.g., os outros partidos ou a comunicação social) e há quem o venha
discutir. Faz parte do jogo. E do jogo faz também parte dar tempo para
que os agentes sociais discutam esse programa. Três semanas pode não ser
suficiente e a campanha já começou.

Uma coisa é não contribuir para um circo eleitoral; outra é uma campanha
do nada em que nada se discute a não ser as propostas do PS.

redistribuição e a indústria musical

Jack White, The White Stripes linchpin (...) has launched a special subscription service. He's doing it because he's unhappy with the way downloading is affecting music experiences.
(BBC, today)

Mais concretamente, diz que a música ficou muito mais barata com a massificação de downloads em detrimento dos suportes físicos como o CD. Ou seja, não ganha tanto como dantes.

Acontece que a história é outra. Na realidade, o volume de negócios em torno da música aumentou1; o que aconteceu foi que o dinheiro foi espalhado por mais pessoas e mais empresas, retirando o que dantes era monopólio das editoras. Para um bom exemplo, há 20 anos atrás não faria grande sentido a Apple (com o iTunes) ter presença neste mercado.

Se me permitem, houve uma espécie de socialização da música. O que não deixa de ser irónico. É que, se há modelo ideológico subjacente à Internet, ele é o liberalismo (muitas vezes em excesso, é certo). Aliás, eu diria mesmo que não seria nunca possível, por via planeada, isto é, por via de um Governo com medidas ad hoc, esta socialização. Ou, se me voltam a permitir, não seria nunca com base em ideários socialistas que isto seria conseguido.

Querem melhor e mais justa redistribuição?
Não há: se é "melhor" não é justa, se é mais "justa", não é melhor.

1 na falta de uma boa referência, que não consegui encontrar em tempo útil, considerar convicção pessoal

not-my-money scenarios

Ficamos a saber que intangível e dificilmente quantificável são sinónimos de pura arbitrariedade. (...) Vítor Bento exige objectividade quando ela é impossível. Investir implica uma visão do futuro, e o futuro, por definição, não é objectivo. Podemos tentar antecipá-lo, é certo; mas a certeza que a objectividade exige será sempre uma ilusão.
(joão galamba, Simplex)

Eu nao sei como é que é em Economia, mas, em engenharia, quando não há certezas trabalha-se com base em "worst-case scenarios". Admito que "promover" desenvolvimento comporte trabalhar sobre cenários ligeiramente mais optimistas, até porque, se se "promove" desenvolvimento, ele vai surgir -- pois claro -- logo pode-se aligeirar o pessimismo e trabalhar num less-than-worst-case scenario.

Parece é que isto é trabalhar sobre "sunny scenarios", "whatever scenarios", "easter-bunny scenarios", "i-wish scenarios".

Enfim, mas admito que, sendo dinheiros públicos -- e, portanto, é de toda a gente menos de quem tem o poder de assinar os contratos -- as regras sejam diferentes. No fundo, é o modelo do "not-my-money scenario".

o gene da corrupção

Bruno Alves, Insurgente:

"

(...) o negócio da COSEC pretendia ser mais um exemplo da estratégia "Tony Soprano" que o governo tem seguido: há um episódio de The Sopranos, dono de uma loja de artigos de desporto, enfrenta algumas dificuldades financeiras, e pede ajuda a Tony. O seu amigo, claro, fica a dever-lhe um favor, e Tony não perde tempo a cobrá-lo (...): a loja do amigo de Tony Soprano rapidamente se torna numa plataforma para Tony e os seus "colegas" se envolverem nas mais variadas vigarices.
(...)
Desde que chegou ao poder, e ainda mais desde que a "crise" rebentou, que a estratégia do Governo tem sido semelhante: Sócrates não hesita em "ajudar" esta empresa e aquela, ou o sector A e o sector B. Escusado será dizer que, tal como o amigo de Tony Soprano, estes "ajudados" ficam a "dever uma" (ou "muitas") ao senhor Primeiro-Ministro. Ao adquirir uma participação maioritária na COSEC, o Governo pretendia ter mais um meio (a juntar à CGD, por exemplo) de condicionar os "negócios" portugueses: ao comprar a COSEC, o Governo faria com que mais um sector de actividade ficasse directamente dependente de decisões governamentais para sobreviver.
"

Eu acrescentaria isto: o Governo até pode ter as melhores intenções. José Sócrates, ou quem quer que esteja a liderar o assunto da COSEC, até pode realmente achar que é para o bem das empresas portuguesas (não é); mas é assim que a corrupção singra: acasalando o público com o privado, numa cascata de favores, jeitinhos, medidas bem-intencionadas, subsídios e ajustes directos.
Agora juntem a este cenário más intenções, dolo, propósito com mau carácter e falta de sentido público e compadrios planeados: ficamos com o Portugal que temos.

O gene da corrupção está nesta mistura privado-público.

2009/07/22

irlandeses, vinho e tratado de lisboa

No mundo perfeito isto não acontecia; é que o homem perfeito perceberia perfeitamente o desfasamento de prioridades e importância, tendo um apurado sentido social e conseguindo perfeitamente distiguir 'eu' de 'tu' de 'si'.

A Federação de Comerciantes de Vinhos da Irlanda (VFI), que representa os bares do país, disse hoje que a redução da quantidade legal de álcool consumido antes de conduzir poderá levar os irlandeses a votar “não” no segundo referendo ao Tratado de Lisboa, em Outubro.
(Público, hoje)

É por isto que me irrita tanto aqueles Governos que nos tratam como filhinhos desajuízados e ingénuos -- logo que é preciso educar com paternalismo -- e depois ficam muito espantados quando realmente nos portamos assim.

Ryanair e os voos em pé

O mercado a funcionar e as ideologias a falar. A Ryanair anda a pedir opiniões sobre as seguintes ideias:

- viajar de pé (com desconto) em viagens curtas
- obrigar os passageiros a levar a sua própria bagagem até ao avião
- a cobrança de 1 libra esterlina para a utilização da casa de banho durante o voo
- introdução de um imposto de obesidade para passageiros com excesso de peso.

(Já agora, na sondagem, eu mostrei o meu interesse em viajar de pé em viagens que durem menos de 1h30.)

Mais interessante do que as ideias da Ryanair, são os comentários à noticia no DE. Atrevo-me a adivinhar as tendências ideológicas de alguns leitores que deixaram comentários:

- PS:
"Parece que a questão da segurança nem é tão pouco tida em consideração. Quando o primeiro cair, talvez então se recordem do fundamental. Como sempre money money money à frente de tudo."

- PCP: ORA AÍ ESTÁ : A GANANCIA DOS LUCROS EM DETRIMENTO DA SEGURANÇA . INCRIVEEL COMO APÓS ULTIMOS ACONTECIMENTOS NA AVIAÇÃO CIVIL , CAUSADOS EM PARTE PELA FALTA DE MANUTENÇAO E REVISAO DOS AVIOES AINDA HAJAM PASSAGEIROS A VIAJAR " COMO GADO " SÓ PARA REDUZIR CUSTO DA VIAGEM !!!E OS CHECK-IN , OS PASSAGEIROS DESPACHAM A BAGAGEM E TRANSPORTAM ATÉ O AVIÃO ? E O CONTROLO DA MESMA ?
O TERRORISMO JÁ NÃO ASSUSTA ?
AS PESSOAS REALMENTE QUEIXAM-SE MUITO DO QUE NAO ESTÁ BEM , MAS CONFIRMA-SE QUE O QUE TEMOS É MESMO AQUILO QUE A MAIORIA DAS PESSOAS QUEREM !!!!! LAMENTÁVEL !!

- PSD: Concordo também se as viagens forem curtas que se possa ir de pe, e pagar menos, o que não concordo é com a ideia de se pagar para ir ao WC,

- PND: Que brincadeira é esta??? Viajar de pé!!!!?!?!?!....

- PEV: Mais importante que o preço dos bilhetes é a segurança dos aviões. E cada vez mais se vêem acidentes aéreos. As pessoas não podem pensar que a segurança e a manutenção dos aviões é gratuita. É que a vida não tem preço.

- liberal (?): Desde que exista segurança para a estabilidade do avião e as pessoas se possam sentar no chão acho formidável.

Eu apenas deixo esta pergunta no ar: tirando a questão da taxa de obesidade (principalmente para quem é obeso por doença, tenho dúvidas sobre se é socialmente legítima), qual é o problema de viajar de pé, se a segurança for equivalente à de viajar sentado? Reformulando: dado que, quem quiser voa de pé e quem quiser voa sentado, e ninguém é obrigado a nada, qual é o problema?

2009/07/20

modelo irlandês

A crise veio colocar em cheque o famoso 'milagre' irlandês. O modelo de crescimento seguido nos últimos vinte anos chegou ao fim. Mas a morte deste 'felino' é uma notícia exagerada.

O 'tigre' celta surpreendeu o mundo durante vinte anos. (...) De verdadeiro 'cágado' entre os anos 1950 e 1980, no final da lista europeia do PIB per capita, (...) passou para o grupo da frente em apenas quinze anos.
(...)
Esse ganho estrutural não morreu com o crepúsculo do 'tigre'. Por isso, convém moderar as notícias sobre a morte do 'tigre' celta.
(Geoscópio)


E eu acrescentaria, à laia de comentário para os astrólogos de serviço:
1. pensam mesmo que este desenvolvimento vai desaparecer em 1 ano, o tempo que parece que vai durar o núcleo da crise?

2. o que é preferível? Um desenvolvimento destes com um solavanco forte em crises que surgem à taxa de uma por século ou andar a penar com crescimentos de 1% (se tanto!) durante 1 ou 2 gerações (se não mais)?

Eu sei que importar o modelo irlandês é tão viável como importar o modelo nórdico que nos queriam vender há uns 4 anos. Basicamente, bebemos cerveja diferente. Mas podemos importar ideias e adaptar. E entre nórdicos e irlandeses, talvez até tenhamos mais em comum com os irlandeses.

3 mulheres e um PSD

"Manuela Ferreira Leite (...) está mais livre que a maior parte dos seus colegas de partido [sem] temer que lhe vasculhem o passado." [Pode bem ser] "o projecto de quem, pessoalmente, não tem nada a perder"
(Helena Matos, Blasfemias)

- Sobre Ana Gomes e as direitas: "Porque quererá o PS perder as eleições?" (Carlos Pinto, Insurgente)

- o irreversível fim de Elsa Ferreira. "Não me vejo como vereadora" (Sol)

2009/07/17

trabalhar para o Estado

Ganha-se mais dinheiro, trabalha-se menos horas e o risco de despedimento é zero. Humm... Que paraíso é este?
(Pedro Santos Guerreiro, JNeg)