2006/09/02
2006/09/01
Conservadorismo Indy
Como o Pedro Mexia, não gosto de algoritmos (liberais ou outros) em política. Mas também nunca percebi em que se traduzia politicamente o estado de espírito que parece ser o traço definidor do conservadorismo político.
Anos de Independente, de Coluna Infame ou agora de revista Atlântico continuam a não esclarecer a questão de saber em que políticas concretas se diferenciam os novos conservadores dos liberais e demais alternativas políticas. Não tenho dúvidas que existam diferenças concretas, mas parto do princípio de que o silêncio em relação às mesmas por parte dos novos conservadores significa falta de argumentos, falta de imaginação política ou ainda de consistência teórica. Tal silêncio é ainda consistente com a consideração, implícita na reportagem de hoje do Público, de que o conservadorismo Indy sempre se afirmou mais pela pose do que pela substância; a pose que o Ricardo Dias Felner tão bem descreve ao dizer que a alternativa de direita forjada pelo Independente deveria ser simultaneamente conservadora e sofisticada, tradicionalista e libertina. Ou seja, tudo e nada...ou seja, irrelevante. Talvez mais prosaicamente se explique a inanidade do projecto político do jornal atendendo ao facto de as elites culturais do Portugal dos anos 90 preferirem ouvir o maravilhoso Neil Hannon a ler relatórios do Banco de Portugal.
Como revelam tão bom gosto, não os posso censurar. Mas também não posso deixar de continuar a pensar que, politicamente, o país nada ganhou com o Independente.
Publicada por
JB
à(s)
17:06
5
comentários
2006/08/31
Aviso à navegação
Ficam assim esclarecidos os graves perigos de interferência com os instrumentos de navegação aérea e equipamentos de controlo e a sustentação científica e técnica de mais uma proibição avulsa.
Ficamos a aguardar pela Wi-Fi paga nas bombas de gasolina e pelos leitores personalizados de DVD e CD-ROM nos aviões para se eliminarem outras lendas urbanas com igual validade e sustento.
Publicada por
JLP
à(s)
19:57
0
comentários
Um estado laico com uma sociedade religiosa
A não perder os artigos de Henrique Raposo no blog da Revista Atlântico, "A América e deus" e "Trancado à chave, deus fica em casa". Fica um cheirinho:
Um governante que vê a política com lentes religiosas está destinado a dizer e fazer disparates. Deus está para a política, como o sexo está para a freira: tentação que convém deixar no fundo do baú.
[...]
Fala-se com insistência que a direita religiosa quer mudar a constituição apenas para impedir o casamento homossexual. Demagogia. Ultramontanice moral da grossa. Quem acha que o casamento homossexual é imoral – legítimo como qualquer opinião - não pode transformar isso em algo de ilegal – ilegítimo. Mudar a lei para impor uma agenda moral não é acto digno de um estado de direito.
[...]
Cada nação deve manter a sua fé. Na sociedade. Isso dá-lhe força enquanto comunidade. Dá-lhe solidariedade. Dá-lhe alma, vida. Mil vezes uma sociedade religiosa a um antro de ateísmo programado e ideológico. Mas uma coisa é a sociedade, outra coisa é o Estado. Quando a fé entra no Estado, deixa de ser fé e passa a ser fanatismo.
[...]
A identidade da sociedade americana sempre foi religiosa. OK. Mas deus é como o cão: fica à porta do escritório; não acompanha o dono até ao trabalho.
Publicada por
JLP
à(s)
19:25
0
comentários
Ai que saudades...
Ainda sobre o anunciado desaparecimento do Indy, o relembrar da inesquecível Filosofia de Ponta (ainda por cima com o Locke):
(dois, três, quatro, cinco, seis, sete)
Imagens via o blog do Prof. Rafael Pacheco.
Publicada por
JLP
à(s)
01:26
4
comentários
Dissecação noticiosa neoliberal - Comunicado confidencial da SGTP-IN
EUA: PIB do 2º trimestre revisto para 2,9%.
Ainda bem que o lobbie (da imprensa) socialista não deixou passar um título com a palavras "cresce", "aumenta", "acima do previsto".
...aumento do stock da construção e um volume mais forte das exportações face à estimativa...
Como é possível que a maior economia (imperialista!) do mundo, rodeada de países muito mais solidários e redestribuidores, tenha conseguido vender produtos ao estrangeiro acima da maioria dos países e da média europeia? Em que barreiras estamos a falhar?
...revisão em alta no crescimento dos salários proporcionando uma expansão de 2,6% nos gastos de consumo das famílias...
Apesar do capitalismo selvagem e do estado mínimo, o Carvalho da Silva e a Odete Santos lá do sítio estão a fazer muito bom trabalho na melhoria das condições dos trabalhadores. A convidar para umas próximas jornadas de reflexão sobre novas formas de luta.
...a riqueza gerada pelas empresas, para quem os lucros cresceram 3,2%, significativamente abaixo dos 12,l6% estimados...
Como? Será possível? Afinal qual é o truque para convercer os patrões americanos a abandonar o modelo de lucros escandalosos, e optarem pela redução das desigualdades?
Allo, allo, camarada Fidel, camarada Hugo, instruções precisam-se...
Over and out.
Publicada por
Cirilo Marinho
à(s)
00:59
0
comentários
À atenção do legislador progressista
... e restantes burocratas na senda da promoção do bom ambiente de trabalho por decreto (asséptico e livre de vícios, pois então!):
(Sketch do Big Train via Bomba Inteligente.)
Publicada por
JLP
à(s)
00:49
5
comentários
2006/08/30
Cá se fazem...
... cá se pagam.
O jornal que ajudou a eleger Sampaio e Guterres vai acabar.
P.S.: Isto não quer dizer que não lamente o fim d'O Independente. Sinceramente, lamento. Foi o último jornal semanal que me lembro de comprar. Penso é ser irónico que mais de 10 anos depois Cavaco seja presidente, Paulo Portas não exista e O Independente estejas prestes a ter o mesmo destino.
Publicada por
Carlos Guimarães Pinto
à(s)
19:59
6
comentários
Uma questão semântica
Possivelmente não soará tão bem, é verdade, mas as discussões serão muito mais honestas se ficar bem esclarecido o que representam subsídios estatais.
Publicada por
Carlos Guimarães Pinto
à(s)
18:26
1 comentários
Atenção meus caros, lubrifiquem bem

Já não bastava a pornografia com zoofilia, com coprofilia, com urofilia, com adultos a passarem por crianças ou com pseudo-imagens pedófilas ser proibida no Reino Unido, agora parece que também se vai proibir a "pornografia violenta" (mesmo que consensual entre os seus participantes).
O argumento foi o do costume: que alguém, alimentado na sua perversão por este género de imagens, cometeu um crime, neste caso de homicídio.
Ficam as dúvidas também do costume:
O que é "pornografia violenta"?
Será que a simples proibição desse género de imagens tem como consequência o seu desaparecimento e a inacessibilidade a quem as deseje?
Será que se o indivíduo tiver esse genero de imagens ao seu dispôr ainda precisa de ir além delas para satisfazer a sua vontade?
Qual é a próxima categoria a proibir?
Publicada por
JLP
à(s)
17:40
1 comentários
Adivinha do dia
Quem é que escreveu isto:
Mas duvido que, nas actuais circunstências -- de fraco crescimento, elevada taxa de desemprego, e fácil deslocalização das empresas -- faça sentido propor um aumento de mais de 6% do salário mínimo, ainda por cima quando a inflação é reduzida e o crescimento da produtividade continua a ser decepcionante.
Por mim, continuo convencido de três coisas: (i) que os custos do trabalho são um factor considerável na nível de emprego (e desemprego); (ii) que mais vale ter um emprego menos bem remunerado do que não ter emprego nenhum; (iii) que é mais importante proporcionar mais empregos para quem os não tem do que aumentar substancialmente os salários de quem já os tem.
- Um perigoso neoliberal à solta na blogosfera lusa?
- O Manuel Monteiro no Manifesto
NacionalistaConservador-Liberal? - O presidente da CIP em resposta a um comunicado da CGTP?
- Um dos pais da nossa Constituição, a mesma que estabelece o "direito ao trabalho" e a obrigatoriedade de um "salário mínimo"?
Publicada por
JLP
à(s)
16:44
4
comentários
Atestado de incompetência (II)
Na sequência deste post do JLP:
- O consumo de heroína (é bom não lhe chamar "droga", porque drogas há muitas) nas prisões é um fenómeno bastante generalizado e está longe de ser exclusivo nacional. Como todos os fenómenos generalizados acontece pois ambas as partes estão interessadas que assim seja. É a chamada "win win situation". O preso quer alimentar a dependência, o guarda quer o preso no seu estado mais calmo e inofensivo (parto do princípio, talvez ingénuo, que os guardas não ganham mais nada com isso).
- Dito isto é bom frisar que a não entrada de heroína e de seringas nas prisões está nas mãos dos guardas. O tráfico de heroína, na prisão ou fora dela, é ilegal em Portugal. Os guardas prisionais estão a queixar-se de um risco que assumem por culpa própria, ou por serem incompetentes (porque não conseguem impedir a entrada de heroína), ou por serem hipócritas e criminosos (porque são cúmplices no tráfico de heroína). A legitimidade de pedir o que quer que seja nestes termos, é nula.
- Não existe com a nova lei nenhuma alteração essencial à função dos guardas prisionais, nem ao nível de risco profissional, nem aos seus salários e regalias. Ou seja, não existe nenhuma razão legítima para voluntariamente deixarem de cumprir com as suas funções. A greve, mesmo vista à luz da nossa tradição grevista, é uma medida injustificada e ilegítima.
- A única coisa que fica bem visível desta situação para além do oportunismo quanto a mim inaceitável dos guardas, é a hipocrisia do governo que desrespeita as leis que ele próprio cria. Este tipo de iniciativa, tal como as salas de chuto, são a cara de uma política hipócrita que criminaliza o consumo por um lado, e perdoa e assiste as consequências deste por outro.
Publicada por
FMP
à(s)
10:22
8
comentários
É melhor chamar a Maya
Nas últimas três/quatro semanas, já pudemos ler, nos órgãos da imprensa "séria", 15 a 20 notícias com este teor: melhoria, eficiência, maior cobrança, etc.
Uma (million dollar) perguntinha: Portugal vai cumprir as metas para 2006 do défice orçamental não vai??
Publicada por
Cirilo Marinho
à(s)
00:29
1 comentários
Síndrome de Saltillo
Começa a ficar bem claro o enredo engendrado pela entidade Cunha Leal & Adriano Afonso, Lda. no sentido de promover, via golpe de secretaria, o Belenenses à liga das apostas.
Quem tenha observado a entrevista que o primeiro "ofereceu" à sicnotícias, presenciou um raro momento televisivo, recheado de pesporrência, deselegância e inoperância mental, servidos por um catastrófico domínio da língua portuguesa.
Bem ao nível do Madail da Coreia2002, do Valentim de Gondomar2005. Que belos interpretes tem o chutebolismo de estado...
Publicada por
Cirilo Marinho
à(s)
00:16
0
comentários
Plenamente concordato
"Ministros e funcionários julgam sempre adivinhar os novos caminhos, apostar nos vencedores, apoiar as inovações. Na melhor das hipóteses, é um enorme desperdício de recursos. Em geral, cria distorções que demoram anos a corrigir. Porque os políticos não fazem a menor ideia das empresas e produtos que a nossa economia vai produzir. Pois nem sequer as empresas o sabem, antes de os mercados terem decretado os vencedores.
A arrogância dos engenheiros sociais, que pretende conceber ou, pior, impor modelos, sempre foi ridícula. Agora está obsoleta.
Mas, felizmente, enquanto os teóricos falam e os ministros decretam, cada empresário e consumidor, aflito na sua circunstância, esbraceja para achar novas soluções e sobreviver nas dolorosas condições do momento. Isso, só isso, constitui a excelência da economia portuguesa."
João César das Neves, o pós-liberal.
Publicada por
Cirilo Marinho
à(s)
00:13
0
comentários
Kubrick, Clarke, Evolução e Intelligent Design (reloaded)
Em face da interessante referência disponibilizada por Patrícia Lança a que tive acesso n'O Insurgente, e do ressurgimento da discussão sobre a potencialidade de conciliação entre a Religião e a Teoria da Evolução, achei por bem repôr aqui um artigo que escrevi em tempos na Critica Portuguesa:
Declaração de interesses: sou Deísta.
No dia que se seguiu ao anúncio da descoberta de fósseis de um nosso antepassado, que estabelecem e documentam a transição dos animais marinhos para terrestres, senti-me adicionalmente motivado para esta reflexão sobre a problemática acesa nos nosso tempos que opõe os partidários da Teoria da Evolução, e o que se tem convencionado chamar Intelligent Design (ID), ou Desenho Inteligente.
A análise tinha sido motivada já há algum tempo, no seguimento de um re-visionamento do brilhante 2001: Odisseia no Espaço, obra às vezes tão mal compreendida, amada e valorizada do mestre Stanley Kubrick. A história, fruto do trabalho conjunto de novelização de Kubrick e da Arthur C. Clarke, grande vulto da ficção científica alvo da minha particular predileção, começa por apresentar o prelúdio da civilização, em plena pré-história, o momento da transição de meros animais vulgares para seres com raciocínio minimamente elaborado e capazes de usar ferramentas. A transição é despoletada pelo contacto de uma das criaturas com um artefacto alienígena, um monolito negro de dimensões e execução perfeitas. Mais tarde, já no ano de 2001, é descoberto um novo monolito que lança um conjunto de homens em direcção da órbita de Jupiter, destino do sinal entretanto enviado pela misteriosa estrutura, culminando o filme com a transição de um dos membros da comitiva para um novo estágio de evolução, desprendido de materialidade física e com uma realidade de consciência pura.
A descussão que tem vindo a opôr o ID e os partidários da Evolução, nomeadamente nos EUA, não pode deixar de ter um reflexo interessante na maneira como se pode interpretar o filme de Kubrick e Clarke. Se o ID tem sido bandeira do fervôr religioso fundamentalista cristão, caindo em exercícios de ridículo na sua intenção de encaixar toda a história da humanidade na Bíblia, sejam eles buscas da Arca e do Dilúvio ou parques temáticos a mostrar o Homem de braço dado com os dinossauros entrando na referida Arca, a Teoria da Evolução tem muitas vezes perdido a sua redacção de "Teoria" para se tornar no Credo de muitos ateus, convertidos muitas vezes em fundamentalistas brancos, e promovida a Verdade escrita em compêndios de Ciência.
O referido filme vem demonstrar como é perfeitamente possível a coabitação da Religião com a aceitação da Ciência e da Teoria da Evolução como a melhor hipótese explicativa demonstrável aos nossos olhos. Se torna pacífica a aceitação da Evolução como mecanismo depurador e promotor de um crescendo de capacidades e aptidões dos seres, também concilia esse facto com a constatação de que os saltos quânticos dessa evolução ou o momento primevo de surgimento da consciência humana poderá eventualmente ter sido despoletado por fenómenos que desconhecemos ou que não podemos alcançar à vista das teorias e da Ciência vigente.
Ninguém provavelmente negará que a teoria da evolução como a conhecemos poderia concerteza explicar bem a evolução que antecedeu ou sucedeu ao homem em relação aquele instante. Mas provavelmente também ninguém poderá negar que, desconhecendo a existência do monolito, da existência ou influência externa, alienígena, divína, se estabeleceria nesse momento uma separação entre visão científica, de mutações, de aleatoridade e a efectiva Verdade dos factos. Esta possibilidade, sequer, é para mim suficiente para colocar a Ciência no seu devido lugar: o de uma ferramenta racional e sistemática de análise, descrição e explicação rastreável da Realidade que nos rodeia; a melhor ferramenta à mão para compreendermos, à escala da visão, da razão e da informação de que dispomos.
Mas a mera existência da dúvida, da hipóse irrefutável, colocam para mim a Verdade num patamar inalcançável aos laboratórios e às mentes racionais.
Publicada por
JLP
à(s)
00:11
11
comentários
Coisas que nos passam pela ideia ao jantar
Será que algum português presta atenção aos bocejos linguísticos do ex-comissário europeu?
Publicada por
Cirilo Marinho
à(s)
00:10
0
comentários
2006/08/29
Atestado de incompetência
O presidente do Sindicato do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, admitiu hoje uma greve da classe se o Governo avançar com a introdução do sistema de troca de seringas nas prisões.Não posso deixar de ser sensível a grande parte dos argumentos expressos pelo presidente do sindicato dos guardas prisionais. Mas o problema, quanto a mim, é mais profundo, e é mais um sinal inequívoco da incapacidade do nosso estado em cumprir com o que deveria ser uma das suas responsabilidades essenciais.
[...]
O sindicato lamenta que se esteja a pensar na troca de seringas, numa altura em que o sistema prisional ainda não conseguiu erradicar por completo o balde higiénico e em que em muitas cadeias a medicação é dada aos presos pelos próprios guardas prisionais porque não há a devida assistência médica.
[...]
Em sua opinião, "actualmente as prisões não estão preparadas para uma medida destas”, quando à partida existe o perigo de isso provocar "overdose" em reclusos toxicodependentes e a própria seringa se transformar numa "arma de agressão" a guardas e outros funcionários da cadeia.
Público Última Hora.
Senão vejamos: o mesmo estado que enche o peito com programas de combate à toxicodependência, em criminalizações de condução sobre o efeito de estupefacientes, ou genericamente na regulação de idades mínimas para o consumo de bebidas alcoólicas ou nas recentes megalomanias de proibições de fumar, é o mesmo estado que não consegue sequer num ambiente fechado, de acesso restrito, policiado 24 horas por dia e em que as pessoas se encontram num estado de liberdade limitada e condicionada como as prisões impedir o autêntico flagelo da droga e da proliferação do HIV nas nossas cadeias.
Como é que quem não consegue sequer nestas condições quase laboratoriais aplicar esse género de medidas quer ter a credibilidade de o fazer a toda uma população? Principalmente não cedendo à tentação de transformar o ambiente cá de fora também numa cadeia, como muitas vezes parece ser a sua vontade?
Mas neste processo, apesar de concretamente nas referidas declarações merecer o meu apoio, não deve ser minimamente descartado o papel dos guardas prisionais. É extremamente díficil de perceber que o actual fluxo aparentemente livre de droga ou telemóveis entre o exterior e o interior das cadeias possa ter sido estabelecido sem uma demissão concreta dos seus deveres por estes agentes da autoridade, pelo enveredar por uma clara atitude de omissão ou demissão dos seus deveres profissionais ou, pior, por uma conivência e eventual cumplicidade e colaboração com a manutencão e o estabelecimento desses canais. Se os senhores guardas criminais querem ser tomados como uma parte respeitada na discussão deste género de problemas, é importante que se comecem a dar ao respeito e que comecem a demonstrar por acções concretas e com resultados que querem lutar contra essa podridão instalada.
Publicada por
JLP
à(s)
23:07
2
comentários

